terça-feira, 7 de agosto de 2012

Como seria minha vida se eu não acreditasse em Deus?

Outro dia me surpreendi me perguntando como seria minha vida se eu não acreditasse em Deus. Em termos positivos, quis saber a respeito da função de Deus em minha vida (já sei, você vai dizer que reduzi deus a uma coisa e estabeleci com ele uma relação mecânica e funcional, mas deixa pra lá, você vai ver que não é isso, só estou usando a melhor palavra que achei). O primeiro impulso foi na direção da questão ética: Deus é minha matriz de certo e errado, bem e mal. Há muita coisa que faço e deixo de fazer na vida por acreditar que Deus é um padrão a ser seguido ou obedecido, não necessariamente por causa de Deus em si, mas a bem de quem o obedece ou segue: algo como seguir as orientações de um manual de instruções – você pode fazer do seu jeito, mas a coisa não vai funcionar, e o resultado não é que o manual vai ficar triste ou bravo com você, mas que a coisa não vai funcionar mesmo.

Logo depois desta conclusão rápida, me pareceu óbvio que Deus não seria a única alternativa para que eu tivesse uma orientação ética: os ateus e agnósticos também têm sua ética. O passo seguinte foi imaginar que outra função Deus ocuparia em minha vida além da referência ética.

Provavelmente você afirmaria o óbvio: Deus é aquele que cuida de mim, me protege, provê para o meu bem e minha felicidade. Embora eu acredite nisso, na verdade, não me basta, pois a vida está cheia de acontecimentos que me induziriam a acreditar exatamente o contrário. Caso eu dissesse a um cético que Deus é como um pai, mas um pai todo-poderoso que cuida de mim, certamente eu seria bombardeado de perguntas. Como disse Robert De Niro: “Se Deus existe, ele tem muito o que explicar”. Além disso, estar sob o cuidado de um superprotetor não é a razão porque acredito em Deus: de fato, abro mão de ser protegido – minha solidariedade com a raça humana não me permite esperar melhor sorte do que a das crianças abandonadas, dos enfermos crônicos, dos miseráveis e vitimados pelas atrocidades dos maus. Ou Deus protege todo mundo, ou a proteção não serve como fundamento para a crença nele.

A idéia de um ser lá em cima fazendo e acontecendo aqui em baixo, como um mestre enxadrista que faz dos seres humanos peças num tabuleiro cósmico nunca me agradou. Mas mesmo assim, acredito nisso: sou daqueles que acredita que Deus está no controle do universo e da história. O que quero dizer é que não acredito em deus como se as coisas que acontecem ou deixam de acontecer fossem resultado de decisões divinas, do tipo: vou dar este emprego pra ele? vou curar esta criança? vou dar este câncer de mama para ela? vou fazer com que eles se casem?, e assim por diante, como se Deus fosse uma máquina de decisões que não para nunca e afeta tudo quanto existe em tudo quanto é lugar em relação a todo mundo.

A maneira como percebo Deus é mais ou menos como percebo o sol: ele simplesmente está lá. Acredito em Deus mais ou menos assim: Deus está, ou se preferir, Deus é. Assim como o sol irradia seu calor sem cessar, também Deus afeta tudo em todo lugar em relação a todo mundo. O sol não precisa tomar decisões: ele simplesmente está lá. Assim também em relação a Deus.

É verdade que nem todas as pessoas e nem todos os lugares são afetados pelo sol, e também que as pessoas e lugares que são afetados pelo sol experimentam o sol de maneira diferente e com conseqüências as mais variadas. Mas não por causa do sol. O sol está sempre lá e é sempre do mesmo jeito. O que muda é a realidade sobre a qual o sol incide: se a pessoa está à sombra é afetada de um jeito, se está descoberta é afetada de outro; o fruto do topo da árvore é afetado de um jeito, escondido entre as folhas, de outra; a água do lago é afetada de um jeito, empoçada, de outro; uma planta em boa terra e irrigada é afetada de um jeito, em solo ruim e seca, de outro. O sol está sempre lá e do mesmo jeito, aqui embaixo é que as coisas são diferentes.

Assim também em relação a Deus. Ele é, e sempre do mesmo jeito, as condições que lhe são dadas é que mudam: uma criança sozinha na rua e outra num ambiente familiar de afeto e amor; um homem que aproveitou bem suas oportunidades de estudo e formação profissional e outro que não teve a mesma sorte; alguém com uma doença congênita e outra pessoa com propensão atlética; a periferia do Haiti e o condomínio na Califórnia. Deus é, e sempre o mesmo, fluindo de maneira plena e equânime sobre tudo e todos, em todo tempo e lugar. As realidades sob sua influência é que são distintas. Por esta razão as conseqüências de sua influência são diversas e jamais podem ser padronizadas.

Já imagino o que você está pensando. Você acha que acabei de tirar a dimensão pessoal de Deus, e passei a tratar Deus como uma força ou uma energia. Faz sentido, mas tenho uma saída. A diferença entre Deus e uma força ou energia é que as forças e energias não afetam dimensões pessoais. Por exemplo, não é possível prescrever 30 minutos de banho de sol para adquirir capacidade de perdoar, 20 minutos de banho de chuva para se livrar do vício de mentir, ou 45 minutos de banho de luz para se encher de compaixão. Essas coisas: amor, perdão, misericórdia, justiça, solidariedade, pureza de coração, alegria e saudades são atributos pessoais, relativos a seres conscientes, auto-conscientes, com capacidades afetivas-emocionais, intelectuais e racionais, e volitivas. Por esta razão, o sol é apenas uma metáfora – incompleta, como toda metáfora – para Deus.

Deus não é uma energia ou uma força impessoal, mas o Ser–em–Si, fundamento pessoal de toda a realidade existente. Como disse São Paulo, apóstolo: em Deus somos, nos movemos e existimos.

Dallas Willard me ajudou muito a compreender isso quando afirmou que a principal maneira como somos afetados por Deus é através de “pensamentos e sentimentos que são nossos, mas não tiveram origem em nós”. Esta é minha experiência de Deus. Continuo acreditando que Deus está no controle de tudo, é livre para tomar decisões e afetar a realidade conforme sua vontade, cuida de mim e de todo mundo, faz e acontece na história e nas minhas circunstâncias, dispões de pessoas para a vida e para a morte, e o que mais você quiser ou considerar necessário atribuir como capacidade e direito a alguém que seja chamado Deus, afinal, por definição, Deus é incondicionado e ilimitado. Mas todas estas coisas atribuídas a Deus me são imponderáveis e inacessíveis. O que me afeta de fato é que crendo em Deus e conscientemente me submetendo a Ele, experimento pensamentos e sentimentos que são meus, mas não têm origem em mim. Sou levado a um estado de ser ao qual jamais conseguiria chegar sozinho. Deus é meu interlocutor amoroso. Deus é meu companheiro de viagem.

O que acontece fora de mim, se Deus faz ou deixa de fazer, se foi ele quem fez ou deixou de fazer, não me diz respeito, minha razão não alcança, e, portanto, não é objeto de minha preocupação para caminhar pela vida. Mas o que acontece dentro de mim, isso sim, é tudo quanto eu tenho e me basta. Tudo quanto tenho para orientar a minha peregrinação existencial são sentimentos e pensamentos que são meus, muitos deles que não tiveram origem em mim. Isso é questão de fé. E essa é a minha fé: estou sob Deus, suplicante e humildemente dependente de seu amor para me tornar tudo quanto estou destinado a ser, independente do que me possa acontecer.

A mim me basta saber que em pastos verdejantes às margens de águas puras e cristalinas, ou no vale da sombra da morte, nada preciso temer, pois Deus está comigo, refrigerando-me a alma, guindo-me pelos caminhos da justiça por amor do seu nome. A mim me basta saber que se Deus é por mim, ninguém pode ser contra mim, pois nada pode me separar do amor de Cristo: nem tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada, pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Não sei como seria minha vida se eu não acreditasse em Deus. Muito menos se Deus não acreditasse em mim. E nem quero saber.

Ed. R. Kivitz

Fonte: Blog René Kivitz

domingo, 29 de julho de 2012

A Igreja Clama Por Melhores Pastores

[bompastor.jpg]O PROBLEMA

É possível que uma congregação inteira fique insatisfeita com o seu pastor, a ponto de desejar, ardentemente, a sua substituição? Essa pergunta, à primeira vista, parece ridícula e sem fundamento, isto porque, a priori, o pastor foi ungido pelo Senhor Jesus Cristo para o santo ministério e, consecutivamente, foi considerado digno da confiança do pastor-presidente que o designou para essa função. Dessa forma, a própria insatisfação, em si, seria considerada uma atitude reprovável; mais do que isso: tal atitude poderia ser a manifestação de crentes que sucumbiram às influências de Satanás, o grande semeador de contendas.

Há quem diga que, nos primódios do protestantismo no Brasil, a figura do pastor gozava de uma maior autoridade sobre o rebanho, que aceitava, sem contestação, a sua decisão. Os congregados orbitavam em torno do pastor como planetas regidos por um lei inquebrantável. Protesta-se que hoje a situação não é mais a mesma. Frequentemente o pastor tem de lidar com membros contenciosos, e até obreiros, que lhe resistem abertamente, desprezando completamente a sua superioridade eclesiástica.

Ainda que não abertamente, percebe-se que atualmente há um conflito em andamento em várias igrejas. De um lado os membros reivindicam o direito de participar das decisões da igreja, o direito de serem ouvidos. Há um forte clamor por uma igreja mais democrática, por uma administração mais participativa. Há cristãos que não querem mais se submeter passivamente a tudo que o pastor determina. Eles exigem sempre uma razão. Do outro lado, há os pastores, que não admitem perder terreno para os membros. Não abrem mão de terem sempre a palavra final e não aceitam serem contrariados. Sentem-se confortáveis em serem líderes autocráticos. Acham que o pastor que tenta agradar a maioria destrói a si mesmo; acham que ceder às crescentes exigências dos membros mina completamente a autoridade do pastor. Há muitas igrejas vivendo sob essa tensão que, às vezes, é quase insuportável.

É uma guerra fria, na qual, um tenta prevalecer sobre o outro. Quando insatifeitos, os membros torcem pela destituição do pastor. Esse último, por sua vez, sonha com o dia em que os contenciosos mudarão para outra congregação, deixando-o, assim, em paz.

E agora? Quem está com a razão?

Talvez a melhor forma de analisar esse conflito seja atingir as causas, não secundárias, mas primárias do seu surgimento, as quais, uma vez conhecidas, possibilitarão o apontamento de soluções mais eficazes. Realmente, é verdade que, quando se conhece a causa de uma doença, torna-se mais fácil achar a sua cura.

São dois os fatores preponderantes que colaboraram para o surgimento do abismo relacional entre os pastores e membros:

AS CAUSAS DO PROBLEMA

1) O advento da igreja pós-moderna.

2) O crescimento das igrejas

Quanto ao primeiro fator, deve ser dito, primeiramente, que não há dúvida quanto à honradez, à sinceridade e ao caráter ilibado de grande parte dos pastores que são designados como dirigentes de congregação por seus pastores-presidentes. São servos de Deus que têm dedicado suas vidas em prol do Evangelho. Quanto aos mais idosos, a Igreja do Senhor Jesus Cristo é mais do que grata pelo trabalho pioneiro, prestado por eles, há décadas atrás.

Entretanto, a sociedade pós-moderna globalizada, multicultural, secularizada, cética e pluralista tem exigido do pastor um aperfeiçoamento mais abrangente, em diversas áreas (espiritual, cultural, intelectual, psicológica, etc.)

O livro “O Pastor Pentecostal – Um mandato para o Séc. 21” (Edições CPAD) fala sobre a necessidade de lidar com mudanças: “Já não vivemos nos dias de antigamente, quando o pai trabalhava, a mãe ficava em casa, as crianças faziam suas lições de casa depois da escola e todos iam juntos à igreja no domingo. A era da informação mudou a maneira como as pessoas trabalham e vivem. O mundo de hoje não é como o de nossos pais. A época em que vivemos não é o que aprendemos em institutos bíblicos ou nos seminários.”

Continua o livro: “As mudanças têm afetado drasticamente a igreja. Em muitos casos achamos difícil enfrentar o fato de que as circunstâncias mudam. Muitas vezes, em nosso zelo de nos manter fiéis a uma mensagem imutável, não percebemos que estamos nos dirigindo a um mundo mutável. Pastores e igrejas de sucesso percebem que vivem em um mundo sujeito a mudanças e adaptam a mensagem imutável a esse mundo mutável. A influência da televisão levou ao mundo para as zonas rurais. Em igrejas pequenas, mais se exige de pastores e líderes de igrejas para tentarem igualar-se aos grandes ministérios paraeclesiásticos vistos na televisão nacional. Crianças que passam a semana na escola aprendendo em computadores e divertindo-se em jogos virtuais de computador já não ficam fascinadas com o flanelógrafo na aula da Escola Dominical. Ainda que o poder de nossa mensagem seja imutável, o meio de apresentar a mensagem tem de mudar. O desafio enfrentado pelos pastores da atualidade é como lidar pessoalmente com o andamento e o impacto das mudanças, como ajudar as pessoas a lidar com essas mudanças e como controlar as mudanças em nossas igrejas”

Há pastores que ainda estão presos ao passado. Insistem em aplicar filosofias administrativas, costumes e valores que já são, por demais obsoletos e que não têm mais nenhuma utilidade para a igreja. Não se trata aqui de dizer que os cristãos têm de arrancar os "marcos antigos" e substituí-los por outros, ou trocá-los de lugar. Certamente, existem  valores que são absolutos, imutáveis e eternos, inerentes à essência do Evangelho, mas existem outros que são relativos, fortemente influenciados pela cultura de uma época, como é o caso da antiga proibição de assistir televisão. Outros princípios como a necessidade de se evitar vestes indecorosas dentro da casa de Deus, certamente permanecerão.

Também há pastores, que não obstante serem da uma nova safra, também não estão sintonizados com a nova realidade. Eles têm um formação teológica, cultural e eclesiástica muito limitada. Muitos deles são lançados de pára-quedas nas congregações por seus pastores-presidentes, sem nenhum preparo prévio. A não ser por uma intervenção miraculosa da parte de Deus, uma igreja que receba tal obreiro está destinada ao sofrimento, dada a complexidade que envolve dirigir uma congregação.

Quanto ao segundo fator - o crescimento da igreja - os chamados "campos" ministeriais eram pequenos até algum tempo atrás. Logo começaram a crescer, multiplicando, quase que exponencialmente, as suas congregações. Hoje são ministérios imensos, alguns contando com centenas de congregações. A igreja, enfim se institucionalizou, assumindo aspecto praticamente corporativo. O resultado colateral desse espantoso crescimento foi a perda do controle sobre as ações do dirigente de congregação. O pastor-presidente passou a concentrar sua atenção em problemas cada vez mais complexos e gerais, envolvendo-se em decisões do chamado "alto escalão"; decisões predominantemente institucionais e de natureza financeira, arregimentando, também, para essa finalidade um grupo considerável de pastores que passaram a dedicar seus esforços à manutenção da máquina administrativa.

Como resultado, os crentes foram deixados à mercê do arbítrio do dirigente da congregação que, por não haver um acompanhamento mais efetivo de sua liderança, vê-se livre para imprimir seus próprios valores, às vezes contrários ao da igreja matriz. O resultado, geralmente, é o jugo, o sofrimento. Comumente, a tensão surge quando os membros percebem que o seu dirigente toma atitudes que não coadunam com a filosofia administrativa do pastor-presidente. Há situações como essas que perduram por longos anos, sem o conhecimento do pastor-presidente que não tem tempo para cuidar de detalhes. Os crentes são maltrados e desrespeitados. Quando chega a denúncia ao pastor-presidente, ele não dá crédito. Acha que as reclamações são apenas murmurações sem fundamento que não comprometem a reputação do seu subordinado. Não há dúvida de que o acompanhamento das atividades da congregação, pela diretoria da matriz, certamente iria coibir muitas práticas abusivas, perpetradas por alguns dirigentes. Mas ocorre o contrário: há líderes que praticamente não se importam com o que se passa na congregação.

CONCLUSÃO
 
A situação, acima exposta, deixa claro que quando o pastor-presidente negligencia a sua obrigação de garantir a formação e designação de pastores excelentes, quem sofre é o membro comum. O trabalho constante do pastor-presidente de proporcionar aperfeiçoamento aos seus pastores e de monitorar suas atividades, certamente reduziria em muito os conflitos que surgem nas congregações.

Vive-se, atualmente, uma situação há muito profetizada pelo filósofo cristão dinamarquês Kierkegaard, o qual, em sua época, lamentou sobre a forma pela qual a religião cristã de seu país violentava o indivíduo, transformando-o em um ser despersonalizado, na grande massa disforme de seres humanos, impedindo-o de reconhecer o valor da sua própria existência, como criatura singular. É exatamente isso o que muitas igrejas estão fazendo com muitos filhos de Deus, os quais, por incrível que pareça, sentem-se, muitas vezes, solitários dentro da Casa do Senhor, abandonados por aqueles há muitos dominados por um egoísmo perverso e que estão cegos para  as desgraças alheias.

As pessoas atualmente estão mais carentes do que nunca. Elas não querem ser apenas um número; elas querem ser um SER. Isso tudo foi causado pelo crescimento da igreja, mas ainda há tempo de reverter essa situação e adotar uma política que prime pela valorização da boa relação entre o pastor e seus membros. O pastor deve ser preparado para o membro e o membro para o pastor. O resultado, certamente, seria a valorização do pastor pelo membro e também, o reconhecimento pelo pastor, de que o membro não é apenas um estatística, mas alguém que merece todo o seu carinho e atenção.



Autor: CRISTIANO SANTANA
Adaptado do Blog Cristiano Santana

A ordem no culto.


Os cultos bizarros que temos assistido em nossas igrejas e que podem ser vistos através de vídeos, numa simples busca no Youtube, constituem terríveis distorções do verdadeiro pentecostalismo. São verdadeiros fenômenos de histeria coletiva, com pessoas gritando, pulando, jogando-se ao chão e contorcendo o corpo com terríveis expressões faciais. Parecem cenas de filme de terror. Eu mesmo já tive de sair correndo de vários cultos como esses para não ser atingido pelo braço ou perna de um crente rodopiante.


Objetivando refutar essa forma de pentecostalismo, inicio hoje um pequeno estudo sobre a ordem no culto, baseado em 1 Coríntios 14.

A maioria dos crentes coríntios já tinham tido contato com religiões pagãs, antes de se converterem. Muitos deles tinham trazido para a igreja hábitos que tinham adquirido, enquanto adeptos dessas religiões, principalmente das chamadas religiões de mistério, em cujo culto os adoradores buscavam atingir momentos de êxtase,  isto é, contatos místicos com a divindade.

Esses hábitos do passado, somados a uma certa imaturidade espiritual, levaram os coríntios a abusar da manifestação dos dons espirituais, concedidos verdadeiramente pelo Espírito Santo de Deus. A emoção sobrepujava a razão, impedindo que eles desfrutassem corretamente do dom divino.  Nos cultos imperavam, soberanos,  o tumulto e a desordem.

Foi para corrigir essa situação, que Paulo deu valiosas instruções com o fim de ajudar os cristãos de Corinto a oferecer a Deus o verdadeiro culto racional, um culto com ordem e decência.

I - Princípio norteador para a participação dos crentes no culto: "Seja tudo feito para edificação"

Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação. (1 Coríntios 14:26)

A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso (I Coríntios 12:7)

Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando.  O que fala em outra língua a si mesmo se edifica, mas o que profetiza edifica a igreja. Eu quisera que vós todos falásseis em outras línguas; muito mais, porém, que profetizásseis; pois quem profetiza é superior ao que fala em outras línguas, salvo se as interpretar, para que a igreja receba edificação.  (I Coríntios 14:3-5)

Assim, também vós, visto que desejais dons espirituais, procurai progredir, para a edificação da igreja.  I Coríntios 14:12

A palavra chave para a participação do cristão no culto é "edificação". O corpo de crentes é comparado a um edifício em construção, no qual todos os operários envolvidos devem agir tendo em vista um propósito comum. A primeira pergunta que um cristão deve fazer, antes de exercer seus dons espirituais no culto é a seguinte: "isso vai edificar minha igreja?" ou "a minha participação vai colaborar para o crescimento espiritual dos meus irmãos?" Muitos cristãos de Corinto não tinham essa consciência, quando participavam do culto, e o resultado é que a participação irresponsável deles gerava mais transtornos do que benefícios para a igreja. Muitos cristãos têm sido os responsáveis por inúmeros escândalos em nossas igrejas justamente por desobedecerem esse princípio tão valioso. São cristãos imaturos, infantis, que perdem a oportunidade de ficarem calados e acabam dizendo ou fazendo coisas em nossos cultos que acabam destruindo vidas de outras pessoas.

II- Normas para o dom de línguas estranhas

"13 Pelo que, o que fala em outra língua deve orar para que a possa interpretar.  14 Porque, se eu orar em outra língua, o meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera.  15 Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente.  16 E, se tu bendisseres apenas em espírito, como dirá o indouto o amém depois da tua ação de graças? Visto que não entende o que dizes;  17 porque tu, de fato, dás bem as graças, mas o outro não é edificado.  18 Dou graças a Deus, porque falo em outras línguas mais do que todos vós.  19 Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua.  20 Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos.  21 Na lei está escrito: Falarei a este povo por homens de outras línguas e por lábios de outros povos, e nem assim me ouvirão, diz o Senhor.  22 De sorte que as línguas constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos; mas a profecia não é para os incrédulos, e sim para os que crêem.  23 Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos?"   (1 Coríntios 14:13-23)


[Pelo que, o que fala em outra língua deve orar para que a possa interpretar] Parece que o dom de falar línguas e de interpretá-las dificilmente era achado em uma só pessoa. Geralmente um falava línguas estranhas e outro interpretava. Mas o apóstolo orienta os cristãos para que busquem a Deus em oração, com o objetivo de manifestar a operação desses dois dons simultaneamente. É cada vez mais raro, hoje em dia, presenciar a interpretação de línguas em nossos cultos. É lindo quando isso acontece!

[Porque, se eu orar em outra língua, o meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera.  15 Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente.] Para Paulo a adoração cristã tem um aspecto, não só espiritual, mas também racional. A mensagem celestial tem de influenciar, não só o coração do cristão, mas também a sua mente. Certamente, seríamos grandemente edificados, caso o Senhor concedesse à Igreja o acesso ao significado das palavras celestiais que são emitidas através das línguas estranhas, pois são declarações vindas das profundezas de Deus. Como a racionalidade tem sido desprezada atualmente pelos cristãos, e como o emocionalismo tem sido exaltado! Qualquer apelo para a reflexão, para a análise crítica, é taxada como coisa de carnal.  Já fui em cultos onde um determinado irmão ou irmã fica falando linguas estranhas durante dez ou quinze minutos e a igreja fica acompanhado, calada, extasiada. Depois que termina fica a pergunta: qual foi o propósito desse discurso espiritual? Ora, o propósito foi edificar apenas o espírito de quem falou e nada mais. Para igreja foi perda de um tempo precioso do culto.

[E, se tu bendisseres apenas em espírito, como dirá o indouto o amém depois da tua ação de graças? Visto que não entende o que dizes;  17 porque tu, de fato, dás bem as graças, mas o outro não é edificado.] Paulo, mais uma vez, ressalta a necessidade da edificação recíproca no culto cristão. Não aproveitará em nada ao meu irmão ficar ouvindo eu falar em línguas estranhas, visto que esse fenômeno diz respeito somente a comunhão íntima que tenho com Deus. "Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios.(I Cor 14:2) Em outro lugar, também diz: "O que fala em outra língua a si mesmo se edifica" (I Cor 14:4) Cada irmão deve ter como alvo o crescimento espiritual do próximo e não exclusivamente o seu. A busca pela interpretação das línguas estranhas reflete a manifestação genuína do amor cristão, pois amar também é compartilhar aquilo que temos de melhor. Infelizmente, o que mais se vê hoje nas igrejas, são cristãos demonstrando "dons espirituais" com o fim de se exibir ou de se promover.

[Dou graças a Deus, porque falo em outras línguas mais do que todos vós.  19 Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua.  20 Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos] Ao contrário da tendência atual, Paulo não se deslumbrava com o dom de línguas estranhas. De vez em quando, sou interpelado por alguns irmãos que protestam dizendo: "a mensagem que você pregou foi muito boa, mas teria sido muito melhor se você tivesse falado em línguas estranhas". Não existe lugar algum na Palavra de Deus que diz que a minha mensagem aumentará em poder se eu falar em línguas estranhas. Alguns pregadores, influenciados por essa falsa noção, acabam misturando pregação com línguas estranhas. Para cada palavra intelegível, são faladas dez palavras estranhas, e a consequência é que a Igreja acaba não entendendo nada do que foi dito. Em algumas igrejas, basta o pregador falar umas cinco palavras em línguas estranhas para que todos passem a acreditar que ele é o profeta de Deus, o enviado do céu. As igrejas não estão precisando de pregadores desse tipo. A situação atual é tão grave que as igrejas estão precisando ouvir as repreensões de Deus na língua materna; os cristãos estão precisando ouvir calados, com os olhos esbugalhados a mensagem radical do evangelho.

[Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos?] O que acontecia na igreja de Corinto devia ser algo semelhante ao que vimos hoje: uma verdadeira confusão, com pessoas correndo de um lado para outro da igreja, gritando, falando em línguas estranhas, pulando, fazendo caretas, etc. O incrédulo não tem razão em ficar escandalizado quando vê isso acontecendo em nossos cultos? Porventura ele não tem o direito de dizer que, ao invés de estar numa igreja, está em um hospício? É lamentável saber que, dois mil anos depois, isso ainda continua acontecendo.

E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, quando muito, três, e por sua vez... (I Coríntios 14:27)

[faça-se isso por dois ou, quando muito, três] Isto é, dois ou, quando muito, três em cada reunião, em cada culto.

[e por sua vez] Separadamente, um após o outro. Eles não podiam falar em linguas, ao mesmo tempo.  É rotineiro, nos cultos pentecostais de hoje, a manifestação simultânea de línguas estranhas, envolvendo quase a totalidade da igreja, principalmente naqueles momentos de clímax espiritual, quando o Espírito Santo de Deus é sentido de uma maneira poderosa. Percebe-se por isso, que a regra desse versículo é muito pouco seguida, atualmente. Eu acho, particularmente, que o limite de três pessoas não seja um número absolutamente fixo. A grave situação de Corinto exigia essa medida limitadora.

Aceito que a manifestação simultânea da glossolalia em nossos cultos possa até acontecer, mas isso deve ocorrer sempre dentro do limite da racionalidade e por um tempo relativamente curto. Os crentes não precisam pular descontroladamente, quebrar bancos, contorcerem-se como endemoniados, etc. Passado o momento do ápice espiritual, todos devem parar de falar línguas estranhas em voz alta, até para garantir a continuidade normal do culto.

[...e haja intérprete.  Mas, não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus.] Paulo ressalta, mais uma vez a necessidade da interpretação das línguas.


Autor: CRISTIANO SANTANA
Fonte:  Blog Cristiano Santana

sábado, 28 de julho de 2012

Você sempre tem a opção de dizer NÃO ao pecado.

Romanos 6:14a diz: "Pois o pecado não terá domínio sobre vós"

Será mesmo que o pecado não está tendo domínio sobre nós?
Para ser mais claro: Será que não estamos deixando o pecado nos dominar?

Exemplos:

1) Altas horas da noite, começa a programação adulta na santa televisão, se na TV aberta, as 21h
com a novela das 9 que já é apelativa, na TV fechada (paga), para quem não tem os canais adultos é por volta das 23h, quando você digita a senha para desbloquear os canais onde os programas passam.

2) Em apenas 1 click, você entra em um mundo infinito que é a internet, a partir daí, dificilmente
você para, sempre querendo mais, muito mais, e sempre encontrando, ao seu prazer fútil e inútil.

3) A língua... Como a gente tem perdido tempo falando além do que deveríamos.
De que maneira tem sido o nosso falar? Do que estamos falando? O que poderíamos evitar de falar?

4) Olhos... o que estou vendo? O que estou buscando com o olhar? Com o que tenho me alimentado através da visão?

5) Ficar... Já deu o tempo do namorar. Hoje a onde é o pecado de ficar... pecado?! Ficar, ou seja, um
instante de 'pegação' seja com ou sem sexo, mas que tenha beijo, é o ficar da geração 3.0

6) Obedecer... Esse não é meu forte, mas estou tentando. Até que ponto estamos querendo ouvir
a voz de Deus? Quando Deus fala porque não damos crédito? Pai e Mãe, nos resolvemos depois?

...

Eu até poderia elencar mais um monte de exemplos, sei vários, assim como você, pois somos pecadores
e sabemos o que é ou não pecado.

E como então dizer 'não' ao pecado?
Sempre temos essa opção.

Se ao pensarmos em cometer o pecado, nos policiarmos, venceremos.
É simples... se te fará pecar...

- Desliga a TV
- Desliga o Computador
- Freia a língua e cante louvores a Deus
- Fecha os olhos e comece a orar
- Seja difícil, não dê motivos para os outros falarem de você, aguenta o calor.
- Murmurando, é assim que obedecemos, experimente não murmurar.

Sei que muitas vezes não conseguimos vencer o pecado.
Mas sempre temos a opção de vencê-lo.
E quando conseguirmos vencer, veremos o quanto somos fortes e mais próximo de Deus estaremos.
Cada vez que vencermos, daremos Glórias a Deus, pelo seu amor e misericórdia.

Vamos experimentar não pecar, evite-mos e daí comemoraremos com gratidão ao Senhor, pelo novo fôlego de vida.

Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. (Romanos 6:11)



Deus abençoe,
William Costa.
@WCosta2

Fonte Foto : Internet.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

O Abismo entre amor e a amizade

Ah, to cansando já de falar do grande abismo que existe entre o amor e a amizade, mas fazer o que né...

Velho, existe um abismo enorme entre essas duas coisas, que a gente confunde muito ultimamente, pois muita gente vê com maus olhos a amizade homem mulher, pode sim nascer um amor, e daí ?, Quem nunca se apaixonou por uma amiga que atire a primeira pedra.

Todos nós temos essa necessidade de ser feliz, precisamos de alguém que nos entenda, e que nos ajude nos momentos mais difíceis, não to aqui dizendo pra vocês 'pegarem' tudo quanto for amiga, to só dando um exemplo...

Mas sim, continuando, é preciso sim amar pra viver, uma vida sem amor é uma vida sem vida, seja amor pelo que for, pela musica ou por alguma arte, mas o mais difícil, é se apaixonar por uma pessoa, porque aí sim, vamos ver o quanto somos fracos e o quanto somos “tolos”. É mensagemzinha pra cá, mensagem pra lá, te amo pra cá, te amo pra lá, és o amor da minha vida, e blá blá blá... e no final recebemos é um belo de um 'TOCO' e aí é que começa a verdadeira história, porque quanto mais se pensa na pessoa pior se fica, e são dias e dias se lamentando, mas sem fazer nenhum esforço pra ir atrás da pessoa que você diz amar, então me responde: que amor é esse que depois de duas semanas tu já ficas apaixonado por outra pessoa, lute e lute até o fim, faça com que no final vá valer a pena, faça com que o seu esforço dê algum retorno, porque não a coisa melhor do que amar e ser correspondido.

Preserve a amizade primeiramente, e se for pra ser, será. Não adianta falar que vocês não combinam e tal, porque no fundo os dois vão querer, e que seja eterno enquanto dure, e se não for eterno...

Bom, que volte a amizade, porque esse é um dos melhores bens que o homem pode ter.



Cedido gentilmente por Samuel Zadoque

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Identidade ( Anderson Freire ) por William Costa.

Culto de Gratidão pelo 9º Aniversário da Primeira Igreja Batista em Murinin - Benevides/PA.
com William Costa,  Wanny Sobrinho e ministérios de jovens convidados.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

sexta-feira, 22 de junho de 2012

“Não vá à igreja”?

por Jeff Purswell
por Jeff Purswell
por Jeff Purswell
Outro dia vi uma placa que chamou minha atenção – e me preocupou profundamente. Dizia assim:
“Não vá à igreja. Seja a igreja.”
Agora, apesar do elemento de verdade na frase (o povo de Deus é a igreja), esta declaração está cheia de erros. Mas por trás das palavras obviamente há o desapontamento (e possivelmente desilusão) de alguém com o Cristianismo instituído. E apesar de eu achar que muitos cristãos rejeitariam esta escolha errada, a atitude deles em relação aos encontros de domingo da igreja pode revelar uma apatia parecida.
Para lutar contra esta apatia, nós precisamos de uma perspectiva bíblica sobre o que está acontecendo no domingo – uma perspectiva que possa transformar nossa atitude sobre “ir à igreja”. E é esta perspectiva que o escritor aos Hebreus nos dá quando ele descreve culto contínuo em que nós participamos quando nos reunimos para adorar a cada domingo.

Monte Sinai e Monte Sião
Em Hebreus [capítulo 12] o escritor apresenta um contraste impressionante entre o Monte Sinai e o Monte Sião, entre a experiência do povo de Deus sob a antiga aliança e a experiência deles sob a nova aliança.
Nos versos 18 a 21 o autor reconta a reunião no Monte Sinai (como resgistrado em Êxodo 19). Depois de serem retirados do Egito, Deus reuniu seu povo e fez um pacto com eles. Ele os constituiu como uma nação, o seu próprio povo.
“Ora, não tendes chegado ao fogo palpável e ardente, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade, e ao clangor da trombeta, e ao som de palavras tais, que quantos o ouviram suplicaram que não se lhes falasse mais, pois já não suportavam o que lhes era ordenado: Até um animal, se tocar o monte, será apedrejado. Na verdade, de tal modo era horrível o espetáculo, que Moisés disse: Sinto-me aterrado e trêmulo!”


Agora olhem para a reunião no Monte Sião, descrita nos versos 22-24:
“Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, e a Jesus, o Mediador da nova aliança, e ao sangue da aspersão que fala coisas superiores ao que fala o próprio Abel.”


Que contraste.
No Monte Sinai, tudo servia para enfatizar o abismo entre Deus e Seu povo. No Monte Sião, tudo nos encoraja a entrarmos com ousadia na presença de Deus. Lá no Monte Sinai, a própria cena é aterradora: fogo, trevas, escuridão. Aqui no Monte Sião está uma cidade reluzente, a Nova Jerusalém, o lugar onde Deus habita com o seu povo da aliança.
No Monte Sinai, os sons são aterrorizantes: tempestade, clangor da trombeta, palavras inefáveis. No Monte Sião está o som de um louvor exuberante e comemorativo.
No Monte Sinai hava uma reunião solene cheia de medo. Aqui no Monte Sião está uma alegre assembléia daqueles cujos nomes estão escritos para sempre no Livro da Vida do Cordeiro.
Lá no Monte Sinai havia uma imagem da inacessibilidade da presença santa de Deus. Mas aqui no Monte Sião há uma imagem de completo acesso à presença de Deus por meio de Jesus Cristo, o mediador.
Igreja CheiaAgora pense na sua igreja. Pense nas pessoas com quem você serve, vive e louva. Você esqueceu completamente o que a sua igreja é e o que ela faz aos domingos? Sua igreja local é uma manifestação visível e autêntica de todo o povo de Deus, de todas as épocas. Ela é parte da multidão celestial que nesse momento está adorando diante do trono de Deus. E nós queremos ser parte disso!
Pense a respeito desta reunião, considerando o seguinte:
Anjos. Nós estamos adorando com criaturas diante das quais seríamos tentados a nos curvarmos em terror e adoração, se pudéssemos vê-las.
Os espíritos dos justos-aperfeiçoados. Aqui estão os heróis de Hebreus 11 – Abraão, Moisés, Samuel e Davi – poderosos homens de Deus, poderosos profetas que confiaram em Deus, tão revestidos de poder que eles fecharam as bocas de leões e colocaram exércitos inimigos em fuga. Estamos adorando com eles.
Santos fiéis. Estes homens e mulheres que suportaram a tortura e se recusaram a serem libertos se isso comprometesse a confissão de fé deles. Eles escolheram o apedrejamento ou a decapitação quando eles poderiam ter negado Jesus. E se eles sobreviveram, alegremente abraçaram a pobreza, a privação e a perseguição. Eles temiam a Deus e tinham mais medo do pecado do que dos homens – tudo isso para que pudessem receber algo melhor. E quando nós adoramos, nos unimos a eles diante do trono de Deus, que continua a ser “um fogo consumidor” (verso 29).
Nós vamos a Jesus. Ele está lá, nosso mediador, que aspergiu o sangue que nos limpa do pecado. Seu sangue ” fala coisas superiores ao que fala o próprio Abel”. O sangue de Abel clamou por julgamento, mas o sangue de Jesus clama por misericórdia.

Domingo
Então, de volta à nossa igreja local no próximo domingo. Quando você entra e a música começa, a quê você está prestando mais atenção? É ao conjunto de músicas? Aos músicos? À mesa de som? A banda de louvor te deixa extasiado? A rotina te entedia?
Ou você percebe algo além disso tudo?
Sua igreja é uma manifestação autêntica de todo o povo de Deus que neste instante está adorando diante do trono de Deus. Esta é a realidade da adoração dentro da nova aliança. E quando nós começamos a envolver nossas mentes ao redor disso, me vêm à mente milhares de razões para se alegrar, para louvar e cantar; e também para renunciar a irreverência, a auto-exposição, o egoísmo, a superficialidade, desleixo e descaso.
Diante do Deus que é um fogo consumidor, nós não fazemos as coisas de qualquer jeito. Nós não demandamos nossas preferências artísticas. Nós não “meramente nos reunimos aos nossos amigos”. Nós não somente cantamos juntos. Como o povo de Deus, nós entramos na própria presença de Deus. Encontrar Deus desta forma é a própria natureza da igreja. Por definição, ser igreja é reunir-se na presença de Deus e louvar a Deus juntos. E quando nós começamos a cantar, nós nos unimos à gloriosa adoração que está acontecendo incessantemente diante do trono de Deus.
Isto é verdadeiro independentemente de como nos sentimos, de quem lidera o louvor, de quais canções cantamos ou de nossa opinião sobre como foi o momento de louvor. Há algo realmente incrível acontecendo no domingo!
Seja a igreja e vá à igreja. Algo eterno está acontecendo ali. Não perca isso.
Jeff Purswell serve como Reitor do Sovereign Grace Pastors College e como pastor na Covenant Life Church em Gaithersburg, Maryland.
fonte: Don’t Go to Church?

Traduzido por Daniel TC | iPródigo

As 15 razões porque Jesus chorou

A Bíblia diz no salmo 56.8 que Deus tem um odre 'registra as minhas aflições; põe as minhas lágrimas no teu odre, não estão elas no teu livro?'

O odre de Deus é um receptáculo das lágrimas da igreja de Deus na terra, enquanto a igreja existir, ela trava a batalha no seu fragor, andando e chorando até chegarmos às mansões celestiais no paraíso da eternidade de Deus.

O Capitulo 11 de João relata a doença, a morte e a ressurreição de Lázaro, as irmã de lázaro disseram a Jesus “Senhor, aquele a quem amas está enfermo” de fato ele amava Lázaro como também nos ama mesmo quando estamos em dificuldades, satanás atira dardos dizendo que Deus não nos ama e que ele nos abandonou.

É evidente que o Senhor Sabe de tudo que acontece no universo, inclusive, tudo que estamos passando, as preocupações, necessidades e dificuldades;

" portanto não vos inquieteis , dizendo: que comeremos? que beberemos? ou com que nos vestiremos? porque os gentios é que procuram todas estas coisas;

POIS VOSSO PAI CELESTE SABE QUE NECESSITAIS DE TODAS ELAS" Mateus 6:31-32; Sabe também das investidas malignas contra nós – o inimigo nada faz que surpreenda o Senhor.

É notório também o fato de que Deus Pode tudo: - Pode desfazer as obras do diabo; pode nos tirar de todas as dificuldades; pode nos dar o que necessitamos, enfim, não há nada impossível para Deus!

ÀS VEZES, TEMOS A SENSAÇÃO DE QUE E LE NÃO SABE NADA A NOSSO RESPEITO.

Jesus chorou por que se Ele sabia que Lázaro ressuscitaria?

Jesus chorou por que...

I. Lembrou de Adão, que pecou e trocou, a Glória de DEUS pela desobediência; Lembrou que Sara não creu na promessa e fez Abraão conhecer a escrava. Porque teve que acabar com toda a sua criação na águas do dilúvio; 

II. Chorou porque, lembrou que, após realizar os sinais no Egito libertou o povo de 430 anos de escravidão, guiou-os pelo deserto, tirou água da rocha, desceu o maná, mas, o povo murmurou e adorou um bezerro de ouro;

III. Chorou por lembrar-se dos profetas que enviou, operou sinais através deles, mas, não foram acreditados, e foram mortos sem honra;

IV. Porque se lembrou dos 10 leprosos e só um voltou para agradecer;

V. Porque se lembrou que acalmou a tempestade, andou sobre o mar, alimentou 5000 pessoas e depois mais 4000, fez a água se transformar em vinho, ressuscitou a filha de Jairo, o filho da viúva de Naim, enfim ressuscitaria também a Lázaro;

VI. Sabia que seria traído, negado, desacreditado, escarnecido, cuspido, chicoteado, esmurrado;

VII. Porque sabia que o seu povo gritaria Hosana ao nosso Rei, mas em seguida, gritaria também, solte Barrabás e crucifiquem Jesus;

XIII. Porque operaria através de seus discípulos que após a sua ressurreição, seriam apóstolos e curariam um coxo na porta do templo, restauraria a vista de Saulo, a cura de Enéias, a ressurreição de Dorcas, a cegueira de Elimas, a cura de um coxo, uma jovem liberta de demônios, ressurreição de Êutico, o veneno da víbora não fez efeito em Paulo, a cura do pai de Públio.

IX. Porque sabia da fome, das pestes, das guerras, da ignorância humana, da iniqüidade, da falta de amor, da incredulidade, e sabia ainda que muitos escarneceriam o seu evangelho e sabia ainda que no arrebatamento muitos não subirão.

X. o principal motivo de seu choro foi quando passou pela mente D‘Ele o momento da cruz, que, após tanta humilhação, tanto espancamento em meio a uma dor física insuportável crucificado aos olhares de todo o povo, levantaria seus olhos aos céus dizendo: Perdoa-os porque não sabem o que fazem, está consumado,e , em tuas mãos Pai, entrego o meu espírito.

E este choro passou a ser de grande alegria, porque Ele sabia que morreria naquela cruz, ressuscitando ao terceiro dia desfazendo definitivamente as obras de satanás em nossas vidas. Chorou de alegria porque apesar de tanto pecado e incredulidade do povo a sua morte traria o perdão para todo aquele que Nele crer. Vencendo herdaria o Reino de Deus e traria vida eterna a muitos.

XI. Chorou de alegria porque viu você e eu com joelhos no chão, coração aberto, cheio de gratidão por esta obra dizendo:

Tu és o Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, eu te amo e em Ti está a minha confiança. Chorou de alegria porque viu esta igreja fervorosa buscando a vontade Dele para a sua vida.

XII. Chorou também porque sabia da edificação dos milhares de Cristãos que avançariam em seu nome, cheios do Espírito Santo, libertando a muitos. Chorou porque eu e você Glorificamos o nome do Pai N`Ele, pois, Santo, Santo e Santo é o Senhor, o nosso Cristo, o nosso Jesus. Glórias a DEUS.

XIII. Jesus chorou porque se importa com nossas dores. Ele vai "ressuscitar" o que for preciso nas nossas vidas Ele pode resolver mudar transformar.

Jesus não chora porque tem medo como a gente tem das lutas e das dores da vida, Ele pode e vai resolver nossa situação, sim!Nada é difícil para Jesus, NADA! Então, Jesus chora porque se importa com nossa dor, porque o amigo chora quando o amigo chora e sorri quando o amigo sorri...

XIV. Cristo não chorou por Lázaro; pois estava para chamá-lo do sepulcro. Chorou porque muitos dos que ali estavam pranteando a Lázaro haviam de em breve tramar a morte dAquele que era a ressurreição e a vida…

O juízo que estava para cair sobre Jerusalém foi perante Ele claramente mostrado. Contemplou Jerusalém cercada pelas legiões romanas.

Viu que muitos dos que agora choravam por Lázaro morreriam no cerco da cidade, e não haveria esperança em sua morte.

Não foi somente pela cena que se desenrolava a Seus olhos, que Cristo chorou. Pesava sobre Ele a dor dos séculos

Por que Jesus chorou com a morte de Lázaro? Eu me lembro de ter ouvido alguém dizer que Jesus não precisava realmente ter chorado. Afinal, logo em seguida ele ressuscitaria Lázaro. Mas Jesus chorou mesmo assim.

XV. Jesus chorou porque Ele optou por se juntar ao sofrimento do povo à sua volta. Ele chorou com eles. Ele era, e é, o Emanuel — “Deus conosco” — em todos os aspectos.

Transcrevo, a seguir, aquilo que alguns denominam de Boletim Médico das últimas horas de Jesus. A descrição a seguir é atribuída a um estudioso francês, o médico Dr. Barbet, discorrendo sobre a possibilidade de compreender realmente as dores de Jesus durante a sua paixão.

01. Jesus entrou em agonia no Getsêmani - escreve o evangelista Lucas – orava mais intensamente. "E seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra". O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas .

E o faz com a precisão dum clínico. O suar sangue, ou "hematidrose", é um fenômeno raríssimo. Produz-se em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo.

O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens, deve ter esmagado a Jesus.

Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.

02. Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus.

Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos.

Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue.

A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas.

Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.

03. Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que aqueles da acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).

03. Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da Cruz; pesa uns cinqüenta quilos.

A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos.

Os soldados o puxam com as cordas. O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso.

04. Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la é atroz.

Alguma vez vocês tiraram uma atadura de gaze de uma grande chaga? Não sofreram vocês mesmos esta experiência, que muitas vezes precisa de anestesia?

Podem agora vos dar conta do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Como aquela dor atroz não provoca uma síncope?

O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pé e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas.

Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos; horrível suplício! Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), o apóiam sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira.

Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. No mesmo instante o seu pólice, com um movimento violento se posicionou opostamente na palma da mão; o nervo mediano foi lesado.

Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se, como uma língua de fogo, pelos ombros, lhe atingindo o cérebro. Uma dor mais insuportável que um homem possa provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos.

De sólido provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. Pelo menos se o nervo tivesse sido cortado!

Ao contrário (constata-se experimentalmente com freqüência) o nervo foi destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha.

A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas.

O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; conseqüentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical.

Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima esfregaram dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos o laceraram o crânio.

A pobre cabeça de Jesus inclinou-se para frente, uma vez que a espessura do capacete o impedia de apoiar-se na madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudíssimas.

Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. As feições são impressas, o vulto é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir.

Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus.

Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos se curvam. Se diria um ferido atingido de tétano, presa de uma horrível crise que não se pode descrever.

A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. A respiração se faz, pouco a pouco mais curta.

O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico.

Jesus atingido pela asfixia, sufoca. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita. Que dores atrozes devem ter martelado o seu crânio!

Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus tomou um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforçando-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços.

Os músculos do tórax se distendem. A respiração se torna mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial. Por que esse esforço? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".

Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés, inimaginável!

Enxames de moscas, grandes moscas verdes e azuis, zunem ao redor do seu corpo; irritam sobre o seu rosto, mas ele não pode enxotá-las.

Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura se abaixa. Logo serão três da tarde. Jesus luta sempre: de vez em quando se eleve para respirar.

A asfixia periódica do infeliz que está destroçado. Uma tortura que dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancaram um lamento: ‘Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?‘. Jesus grita: ‘Tudo está consumado!‘. Em seguida, num grande brado disse: ‘Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito‘.

E morre.
 
Alguns minutos antes de morrer Jesus não sangrava mais. Simplesmente saia água de seus cortes e machucados. Quando imaginamos machucados, imaginamos simples feridas, mas não, os dele eram verdadeiros buracos, buracos feitos em corpo... Ele não tinha mais sangue para sangrar. Portanto, saía água.

Um corpo humano é composto de aproximadamente 8 litros de sangue (um adulto). Jesus derramou 8 litros de sangue, teve três cravos enormes enfiados nos membros, uma coroa de espinhos e teve um soldado romano que enfiou uma lança em seu tórax, sem falar de toda a humilhação que passou, após ter carregado a própria cruz por cerca de dois quilômetros, com pessoas cuspindo em seu rosto e atirando pedras em seu corpo.

A cruz pesava cerca de 30 kilos. Isso tudo para que você tivesse um livre acesso a Deus... Para que você tivesse todos os seus pecados ‘lavados‘... Todos eles, sem exceção!

Não ignore essa situação.

ELE MORREU POR VOCÊ... Você mesmo, que está lendo este artigo... Não fique achando que ele morreu pelo outros, só por aqueles que vão a alguma igreja ou por aqueles monges, padres, pastores, bispos, etc... Sim, Ele morreu por você também.

Aceite a realidade, a verdade de que JESUS É A ÚNICA SALVAÇÃO PARA O MUNDO. Pense nisso agora! Deus abençoe nossas vidas em nome de Jesus, amém!

Autor: Jânio Santos de Oliveira 
 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Vocacionado? Eu? Você tá brincando?!


“Existem tipos diferentes de dons espirituais, mas é um só e o mesmo Espírito quem dá esses dons. Existem maneiras diferentes de servir, mas o Senhor que servimos é o mesmo. Há diferentes habilidades para realizar o trabalho, mas é o mesmo Deus quem dá a cada um a habilidade para fazê-lo. Porém é um só e o mesmo Espírito quem faz tudo isso. Ele dá um dom diferente para cada pessoa, conforme ele quer”.
(1 Co 12.4-6,11 NTLH)

Pra começo de conversa é importante entendermos que Deus chama pessoas diferentes, em circunstâncias diferentes, em idades diferentes para o ministério. Chamou o Profeta Jeremias no ventre da mãe (Jr 1.5); chamou o Profeta Isaías num momento de crise nacional (Is 6); chamou o Apóstolo Pedro depois de casado; chamou Paulo quando este perseguia a igreja (At 22.3-16). Como você pode perceber, não há um padrão exato para nosso chamado vocacional. Todavia, é importante que desde cedo você saiba identificar elementos e detalhes que configuram uma vocação, um chamado específico.

Muitos têm uma compreensão errada do que seja vocação e chamado. John Jowett, em seu livro “O pregador, sua vida e sua obra”, diz que “vocação é quando você tem todas as outras portas abertas [escancaradas], mas você só anseia entrar pela porta de um ministério específico”. É como se houvessem algemas invisíveis que o “prendessem” àquela realidade e missão específica.

De acordo com o Pr. Hernandes Dias Lopes “o vocacionado não é um voluntário, mas um chamado/convocado. O seu ministério não é procurado, é recebido. Sua vocação não é terrena, é celestial. Sua motivação não está em vantagens humanas, mas em cumprir o propósito divino”.

Ora, mas qual seria então a diferença entre vocação e chamado? Preciso dizer que elas caminham bem juntinhas e têm tudo em comum. Toda pessoa chamada é vocacionada. E toda pessoa vocacionada terá um chamado específico, mais cedo ou mais tarde. A única possível diferença é que vocação é uma capacitação especial (através de um dom, talento) dada por Deus, através do seu Espírito Santo, enquanto que o chamado está relacionado ao local e circunstância específica onde Deus nos fará colocar aquela vocação em prática.

Pra ficar mais claro ainda usarei meu exemplo pessoal: Minha vocação é para o Ministério Pastoral. Todavia, meu chamado específico, nesse tempo, foi para pastorear a juventude da Igreja Batista Equatorial, em Belém (PA), e também para servir como presidente da Juventude Batista do Pará. E aí, matou a charada da diferença entre vocação e chamado?! Vamos avante!

Outra compreensão importante é a de que você pode (e deve) frutificar onde Deus te plantou. O local onde fomos plantados por Deus é o local onde ele quer que frutifiquemos. Caso Ele queira que a gente frutifique em outro local, ele mesmo providenciará essa mudança.

Para facilitar a compreensão sobre o tema, o Pr. Ed René Kivitz, da Igreja Batista Água Branca (SP), destaca alguns pontos interessantes. Ele afirma que “você sabe que tem uma vocação quando existe uma necessidade do/no mundo a respeito da qual você se sente responsável. Pode ser um grupo social, um povo, uma instituição, uma causa, enfim, algo pelo que você se sente impelido ou impelida a fazer alguma coisa”.

Veja um inspirador exemplo. Os batistas brasileiros perderam, há poucos dias, a querida Missionária Margarida Lemos Gonçalves. Capixaba por nascimento, no comecinho da juventude afirmava ter recebido um chamado divino para dedicar sua vida integralmente nos campos missionários transculturais. Dito e feito: dedicou mais de 60 anos para evangelização e edificação do Norte do Brasil, especialmente o Estado do Tocantins. A missionária Margarida gastou sua vida a fim de que, por meio deste sacrifício, outros pudessem conhecer a Jesus Cristo. Que legado espetacular!

Ainda sobre características vocacionais, o Pr. Kivitz afirma que “você sabe que tem uma vocação quando aquilo que você faz exige mais do que mera intuição, exige capacitação. Para exercer uma vocação você deve se comprometer a estudar, se aperfeiçoar e se desenvolver de modo a fazer cada vez melhor e com mais excelência, eficiência e eficácia aquilo que faz”.

Em relação a isso menciono o belíssimo exemplo de vida e testemunho do nosso irmão William Douglas. Quem ele é? Um jurista brasileiro que alcançou respeito nacional por ser mega experiente e profissional na área em que Deus o vocacionou. Algumas vezes o vi dando entrevistas a programas televisivos famosos como “Jornal Nacional”, “Programa do Jô” e “Fantástico”, todos da Rede Globo. Em seu currículo consta, dentre outras coisas, que é Juiz Federal, Especialista em políticas públicas, escritor, professor, Mestre em Direito, dono de editora, além de ter escrito o livro “Como passar em provas concursos”, que chegou a ser best-seller (um dos mais vendidos) no Brasil.

O mais interessante em tudo isso é que o Juiz William Douglas, que é membro da Igreja Batista Central de Niterói (RJ), testemunha o seguinte: “Você acha que, por todas essas vitórias eu sou o cara? Pois fique sabendo que Jesus Cristo é que é o cara! Tudo isso devo a Ele”. Este é um excelente exemplo de alguém que soube conciliar profissão e vocação para a glória de Deus.

Esqueça a idéia (errada) de que apenas pastores e missionários transculturais são vocacionados. Eles também são, mas não apenas eles. De acordo a Bíblia, TODOS nós somos vocacionados, e as possibilidades de vocações são inúmeras. Ou seja, engenheiros, médicos, advogados, professores, faxineiros, jardineiros, administradores, pastores, cantores, instrumentista, compositores, agricultores e um sem-número de outras pessoas podem ser capacitadas por Deus, com dons e talentos específicos, para servi-Lo mundo afora.

O mundo sempre ficará surpreso diante do impacto causado pela vida de homens e mulheres que colocam inteiramente nas mãos de Deus.

Que o nosso Deus nos dê discernimento, sabedoria e sensibilidade pra entendermos e colocarmos em prática a vocação e o chamado que Ele tem pra cada um de nós.


Cedido gentilmente por: Pr. Francisco Helder Sousa Cardoso

quarta-feira, 20 de junho de 2012

"A vida é muito curta"

A Palavra de Deus tem muito a dizer sobre este assunto, e eu quero compartilhar com vocês alguns versos:
- Gênesis 18:27, Abraão disse: "sou pó e cinza."

- I Samuel 20:3, Davi admite, "há apenas um passo entre mim e a morte" 

- II Samuel 14:14, "Porque certamente morreremos, e seremos como águas derramadas na terra, que não se podem ajuntar mais” 

- I Crônicas 29:15, "Porque somos estrangeiros diante de ti e peregrinos, como o foram todos os nossos pais; como a sombra são os nossos dias sobre a terra, e não há permanência"

- Jó 7:6-7, "Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão, e chegam ao fim sem esperança. Lembra-te de que a minha vida é um sopro".

- Jó 8:9: "Porque nós somos de ontem, e nada sabemos, porquanto nossos dias sobre a terra, são uma sombra”.

- Jó 14:1-2: "O homem, nascido da mulher, é de poucos dias e cheio de inquietação. Nasce como a flor, e murcha; foge também como a sombra, e não permanece".

- Jó 17:1, "O meu espírito está quebrantado, os meus dias se extinguem, a sepultura me está preparada”.

- Salmo 22:29, "Todos os grandes da terra comerão e adorarão, e todos os que descem ao pó se prostrarão perante ele, os que não podem reter a sua vida"

- Salmo 103:14-16 "Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó. Quanto ao homem, os seus dias são como a erva; como a flor do campo, assim ele floresce. Pois, passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não a conhece mais". 

- Salmo 144:4, "O homem é semelhante a um sopro; os seus dias são como a sombra que passa”. 
- Provérbios 27:1, "Não te glories do dia de amanhã; porque não sabes o que produzirá o dia”.

- Tiago 4:14-15: "No entanto, não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece. Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”

 A vida é muito curta...