sexta-feira, 22 de junho de 2012

As 15 razões porque Jesus chorou

A Bíblia diz no salmo 56.8 que Deus tem um odre 'registra as minhas aflições; põe as minhas lágrimas no teu odre, não estão elas no teu livro?'

O odre de Deus é um receptáculo das lágrimas da igreja de Deus na terra, enquanto a igreja existir, ela trava a batalha no seu fragor, andando e chorando até chegarmos às mansões celestiais no paraíso da eternidade de Deus.

O Capitulo 11 de João relata a doença, a morte e a ressurreição de Lázaro, as irmã de lázaro disseram a Jesus “Senhor, aquele a quem amas está enfermo” de fato ele amava Lázaro como também nos ama mesmo quando estamos em dificuldades, satanás atira dardos dizendo que Deus não nos ama e que ele nos abandonou.

É evidente que o Senhor Sabe de tudo que acontece no universo, inclusive, tudo que estamos passando, as preocupações, necessidades e dificuldades;

" portanto não vos inquieteis , dizendo: que comeremos? que beberemos? ou com que nos vestiremos? porque os gentios é que procuram todas estas coisas;

POIS VOSSO PAI CELESTE SABE QUE NECESSITAIS DE TODAS ELAS" Mateus 6:31-32; Sabe também das investidas malignas contra nós – o inimigo nada faz que surpreenda o Senhor.

É notório também o fato de que Deus Pode tudo: - Pode desfazer as obras do diabo; pode nos tirar de todas as dificuldades; pode nos dar o que necessitamos, enfim, não há nada impossível para Deus!

ÀS VEZES, TEMOS A SENSAÇÃO DE QUE E LE NÃO SABE NADA A NOSSO RESPEITO.

Jesus chorou por que se Ele sabia que Lázaro ressuscitaria?

Jesus chorou por que...

I. Lembrou de Adão, que pecou e trocou, a Glória de DEUS pela desobediência; Lembrou que Sara não creu na promessa e fez Abraão conhecer a escrava. Porque teve que acabar com toda a sua criação na águas do dilúvio; 

II. Chorou porque, lembrou que, após realizar os sinais no Egito libertou o povo de 430 anos de escravidão, guiou-os pelo deserto, tirou água da rocha, desceu o maná, mas, o povo murmurou e adorou um bezerro de ouro;

III. Chorou por lembrar-se dos profetas que enviou, operou sinais através deles, mas, não foram acreditados, e foram mortos sem honra;

IV. Porque se lembrou dos 10 leprosos e só um voltou para agradecer;

V. Porque se lembrou que acalmou a tempestade, andou sobre o mar, alimentou 5000 pessoas e depois mais 4000, fez a água se transformar em vinho, ressuscitou a filha de Jairo, o filho da viúva de Naim, enfim ressuscitaria também a Lázaro;

VI. Sabia que seria traído, negado, desacreditado, escarnecido, cuspido, chicoteado, esmurrado;

VII. Porque sabia que o seu povo gritaria Hosana ao nosso Rei, mas em seguida, gritaria também, solte Barrabás e crucifiquem Jesus;

XIII. Porque operaria através de seus discípulos que após a sua ressurreição, seriam apóstolos e curariam um coxo na porta do templo, restauraria a vista de Saulo, a cura de Enéias, a ressurreição de Dorcas, a cegueira de Elimas, a cura de um coxo, uma jovem liberta de demônios, ressurreição de Êutico, o veneno da víbora não fez efeito em Paulo, a cura do pai de Públio.

IX. Porque sabia da fome, das pestes, das guerras, da ignorância humana, da iniqüidade, da falta de amor, da incredulidade, e sabia ainda que muitos escarneceriam o seu evangelho e sabia ainda que no arrebatamento muitos não subirão.

X. o principal motivo de seu choro foi quando passou pela mente D‘Ele o momento da cruz, que, após tanta humilhação, tanto espancamento em meio a uma dor física insuportável crucificado aos olhares de todo o povo, levantaria seus olhos aos céus dizendo: Perdoa-os porque não sabem o que fazem, está consumado,e , em tuas mãos Pai, entrego o meu espírito.

E este choro passou a ser de grande alegria, porque Ele sabia que morreria naquela cruz, ressuscitando ao terceiro dia desfazendo definitivamente as obras de satanás em nossas vidas. Chorou de alegria porque apesar de tanto pecado e incredulidade do povo a sua morte traria o perdão para todo aquele que Nele crer. Vencendo herdaria o Reino de Deus e traria vida eterna a muitos.

XI. Chorou de alegria porque viu você e eu com joelhos no chão, coração aberto, cheio de gratidão por esta obra dizendo:

Tu és o Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, eu te amo e em Ti está a minha confiança. Chorou de alegria porque viu esta igreja fervorosa buscando a vontade Dele para a sua vida.

XII. Chorou também porque sabia da edificação dos milhares de Cristãos que avançariam em seu nome, cheios do Espírito Santo, libertando a muitos. Chorou porque eu e você Glorificamos o nome do Pai N`Ele, pois, Santo, Santo e Santo é o Senhor, o nosso Cristo, o nosso Jesus. Glórias a DEUS.

XIII. Jesus chorou porque se importa com nossas dores. Ele vai "ressuscitar" o que for preciso nas nossas vidas Ele pode resolver mudar transformar.

Jesus não chora porque tem medo como a gente tem das lutas e das dores da vida, Ele pode e vai resolver nossa situação, sim!Nada é difícil para Jesus, NADA! Então, Jesus chora porque se importa com nossa dor, porque o amigo chora quando o amigo chora e sorri quando o amigo sorri...

XIV. Cristo não chorou por Lázaro; pois estava para chamá-lo do sepulcro. Chorou porque muitos dos que ali estavam pranteando a Lázaro haviam de em breve tramar a morte dAquele que era a ressurreição e a vida…

O juízo que estava para cair sobre Jerusalém foi perante Ele claramente mostrado. Contemplou Jerusalém cercada pelas legiões romanas.

Viu que muitos dos que agora choravam por Lázaro morreriam no cerco da cidade, e não haveria esperança em sua morte.

Não foi somente pela cena que se desenrolava a Seus olhos, que Cristo chorou. Pesava sobre Ele a dor dos séculos

Por que Jesus chorou com a morte de Lázaro? Eu me lembro de ter ouvido alguém dizer que Jesus não precisava realmente ter chorado. Afinal, logo em seguida ele ressuscitaria Lázaro. Mas Jesus chorou mesmo assim.

XV. Jesus chorou porque Ele optou por se juntar ao sofrimento do povo à sua volta. Ele chorou com eles. Ele era, e é, o Emanuel — “Deus conosco” — em todos os aspectos.

Transcrevo, a seguir, aquilo que alguns denominam de Boletim Médico das últimas horas de Jesus. A descrição a seguir é atribuída a um estudioso francês, o médico Dr. Barbet, discorrendo sobre a possibilidade de compreender realmente as dores de Jesus durante a sua paixão.

01. Jesus entrou em agonia no Getsêmani - escreve o evangelista Lucas – orava mais intensamente. "E seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra". O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas .

E o faz com a precisão dum clínico. O suar sangue, ou "hematidrose", é um fenômeno raríssimo. Produz-se em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo.

O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens, deve ter esmagado a Jesus.

Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.

02. Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus.

Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos.

Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue.

A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas.

Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.

03. Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que aqueles da acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).

03. Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da Cruz; pesa uns cinqüenta quilos.

A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos.

Os soldados o puxam com as cordas. O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso.

04. Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la é atroz.

Alguma vez vocês tiraram uma atadura de gaze de uma grande chaga? Não sofreram vocês mesmos esta experiência, que muitas vezes precisa de anestesia?

Podem agora vos dar conta do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Como aquela dor atroz não provoca uma síncope?

O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pé e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas.

Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos; horrível suplício! Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), o apóiam sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira.

Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. No mesmo instante o seu pólice, com um movimento violento se posicionou opostamente na palma da mão; o nervo mediano foi lesado.

Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se, como uma língua de fogo, pelos ombros, lhe atingindo o cérebro. Uma dor mais insuportável que um homem possa provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos.

De sólido provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. Pelo menos se o nervo tivesse sido cortado!

Ao contrário (constata-se experimentalmente com freqüência) o nervo foi destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha.

A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas.

O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; conseqüentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical.

Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima esfregaram dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos o laceraram o crânio.

A pobre cabeça de Jesus inclinou-se para frente, uma vez que a espessura do capacete o impedia de apoiar-se na madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudíssimas.

Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. As feições são impressas, o vulto é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir.

Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus.

Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos se curvam. Se diria um ferido atingido de tétano, presa de uma horrível crise que não se pode descrever.

A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. A respiração se faz, pouco a pouco mais curta.

O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico.

Jesus atingido pela asfixia, sufoca. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita. Que dores atrozes devem ter martelado o seu crânio!

Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus tomou um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforçando-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços.

Os músculos do tórax se distendem. A respiração se torna mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial. Por que esse esforço? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".

Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés, inimaginável!

Enxames de moscas, grandes moscas verdes e azuis, zunem ao redor do seu corpo; irritam sobre o seu rosto, mas ele não pode enxotá-las.

Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura se abaixa. Logo serão três da tarde. Jesus luta sempre: de vez em quando se eleve para respirar.

A asfixia periódica do infeliz que está destroçado. Uma tortura que dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancaram um lamento: ‘Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?‘. Jesus grita: ‘Tudo está consumado!‘. Em seguida, num grande brado disse: ‘Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito‘.

E morre.
 
Alguns minutos antes de morrer Jesus não sangrava mais. Simplesmente saia água de seus cortes e machucados. Quando imaginamos machucados, imaginamos simples feridas, mas não, os dele eram verdadeiros buracos, buracos feitos em corpo... Ele não tinha mais sangue para sangrar. Portanto, saía água.

Um corpo humano é composto de aproximadamente 8 litros de sangue (um adulto). Jesus derramou 8 litros de sangue, teve três cravos enormes enfiados nos membros, uma coroa de espinhos e teve um soldado romano que enfiou uma lança em seu tórax, sem falar de toda a humilhação que passou, após ter carregado a própria cruz por cerca de dois quilômetros, com pessoas cuspindo em seu rosto e atirando pedras em seu corpo.

A cruz pesava cerca de 30 kilos. Isso tudo para que você tivesse um livre acesso a Deus... Para que você tivesse todos os seus pecados ‘lavados‘... Todos eles, sem exceção!

Não ignore essa situação.

ELE MORREU POR VOCÊ... Você mesmo, que está lendo este artigo... Não fique achando que ele morreu pelo outros, só por aqueles que vão a alguma igreja ou por aqueles monges, padres, pastores, bispos, etc... Sim, Ele morreu por você também.

Aceite a realidade, a verdade de que JESUS É A ÚNICA SALVAÇÃO PARA O MUNDO. Pense nisso agora! Deus abençoe nossas vidas em nome de Jesus, amém!

Autor: Jânio Santos de Oliveira 
 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Vocacionado? Eu? Você tá brincando?!


“Existem tipos diferentes de dons espirituais, mas é um só e o mesmo Espírito quem dá esses dons. Existem maneiras diferentes de servir, mas o Senhor que servimos é o mesmo. Há diferentes habilidades para realizar o trabalho, mas é o mesmo Deus quem dá a cada um a habilidade para fazê-lo. Porém é um só e o mesmo Espírito quem faz tudo isso. Ele dá um dom diferente para cada pessoa, conforme ele quer”.
(1 Co 12.4-6,11 NTLH)

Pra começo de conversa é importante entendermos que Deus chama pessoas diferentes, em circunstâncias diferentes, em idades diferentes para o ministério. Chamou o Profeta Jeremias no ventre da mãe (Jr 1.5); chamou o Profeta Isaías num momento de crise nacional (Is 6); chamou o Apóstolo Pedro depois de casado; chamou Paulo quando este perseguia a igreja (At 22.3-16). Como você pode perceber, não há um padrão exato para nosso chamado vocacional. Todavia, é importante que desde cedo você saiba identificar elementos e detalhes que configuram uma vocação, um chamado específico.

Muitos têm uma compreensão errada do que seja vocação e chamado. John Jowett, em seu livro “O pregador, sua vida e sua obra”, diz que “vocação é quando você tem todas as outras portas abertas [escancaradas], mas você só anseia entrar pela porta de um ministério específico”. É como se houvessem algemas invisíveis que o “prendessem” àquela realidade e missão específica.

De acordo com o Pr. Hernandes Dias Lopes “o vocacionado não é um voluntário, mas um chamado/convocado. O seu ministério não é procurado, é recebido. Sua vocação não é terrena, é celestial. Sua motivação não está em vantagens humanas, mas em cumprir o propósito divino”.

Ora, mas qual seria então a diferença entre vocação e chamado? Preciso dizer que elas caminham bem juntinhas e têm tudo em comum. Toda pessoa chamada é vocacionada. E toda pessoa vocacionada terá um chamado específico, mais cedo ou mais tarde. A única possível diferença é que vocação é uma capacitação especial (através de um dom, talento) dada por Deus, através do seu Espírito Santo, enquanto que o chamado está relacionado ao local e circunstância específica onde Deus nos fará colocar aquela vocação em prática.

Pra ficar mais claro ainda usarei meu exemplo pessoal: Minha vocação é para o Ministério Pastoral. Todavia, meu chamado específico, nesse tempo, foi para pastorear a juventude da Igreja Batista Equatorial, em Belém (PA), e também para servir como presidente da Juventude Batista do Pará. E aí, matou a charada da diferença entre vocação e chamado?! Vamos avante!

Outra compreensão importante é a de que você pode (e deve) frutificar onde Deus te plantou. O local onde fomos plantados por Deus é o local onde ele quer que frutifiquemos. Caso Ele queira que a gente frutifique em outro local, ele mesmo providenciará essa mudança.

Para facilitar a compreensão sobre o tema, o Pr. Ed René Kivitz, da Igreja Batista Água Branca (SP), destaca alguns pontos interessantes. Ele afirma que “você sabe que tem uma vocação quando existe uma necessidade do/no mundo a respeito da qual você se sente responsável. Pode ser um grupo social, um povo, uma instituição, uma causa, enfim, algo pelo que você se sente impelido ou impelida a fazer alguma coisa”.

Veja um inspirador exemplo. Os batistas brasileiros perderam, há poucos dias, a querida Missionária Margarida Lemos Gonçalves. Capixaba por nascimento, no comecinho da juventude afirmava ter recebido um chamado divino para dedicar sua vida integralmente nos campos missionários transculturais. Dito e feito: dedicou mais de 60 anos para evangelização e edificação do Norte do Brasil, especialmente o Estado do Tocantins. A missionária Margarida gastou sua vida a fim de que, por meio deste sacrifício, outros pudessem conhecer a Jesus Cristo. Que legado espetacular!

Ainda sobre características vocacionais, o Pr. Kivitz afirma que “você sabe que tem uma vocação quando aquilo que você faz exige mais do que mera intuição, exige capacitação. Para exercer uma vocação você deve se comprometer a estudar, se aperfeiçoar e se desenvolver de modo a fazer cada vez melhor e com mais excelência, eficiência e eficácia aquilo que faz”.

Em relação a isso menciono o belíssimo exemplo de vida e testemunho do nosso irmão William Douglas. Quem ele é? Um jurista brasileiro que alcançou respeito nacional por ser mega experiente e profissional na área em que Deus o vocacionou. Algumas vezes o vi dando entrevistas a programas televisivos famosos como “Jornal Nacional”, “Programa do Jô” e “Fantástico”, todos da Rede Globo. Em seu currículo consta, dentre outras coisas, que é Juiz Federal, Especialista em políticas públicas, escritor, professor, Mestre em Direito, dono de editora, além de ter escrito o livro “Como passar em provas concursos”, que chegou a ser best-seller (um dos mais vendidos) no Brasil.

O mais interessante em tudo isso é que o Juiz William Douglas, que é membro da Igreja Batista Central de Niterói (RJ), testemunha o seguinte: “Você acha que, por todas essas vitórias eu sou o cara? Pois fique sabendo que Jesus Cristo é que é o cara! Tudo isso devo a Ele”. Este é um excelente exemplo de alguém que soube conciliar profissão e vocação para a glória de Deus.

Esqueça a idéia (errada) de que apenas pastores e missionários transculturais são vocacionados. Eles também são, mas não apenas eles. De acordo a Bíblia, TODOS nós somos vocacionados, e as possibilidades de vocações são inúmeras. Ou seja, engenheiros, médicos, advogados, professores, faxineiros, jardineiros, administradores, pastores, cantores, instrumentista, compositores, agricultores e um sem-número de outras pessoas podem ser capacitadas por Deus, com dons e talentos específicos, para servi-Lo mundo afora.

O mundo sempre ficará surpreso diante do impacto causado pela vida de homens e mulheres que colocam inteiramente nas mãos de Deus.

Que o nosso Deus nos dê discernimento, sabedoria e sensibilidade pra entendermos e colocarmos em prática a vocação e o chamado que Ele tem pra cada um de nós.


Cedido gentilmente por: Pr. Francisco Helder Sousa Cardoso

quarta-feira, 20 de junho de 2012

"A vida é muito curta"

A Palavra de Deus tem muito a dizer sobre este assunto, e eu quero compartilhar com vocês alguns versos:
- Gênesis 18:27, Abraão disse: "sou pó e cinza."

- I Samuel 20:3, Davi admite, "há apenas um passo entre mim e a morte" 

- II Samuel 14:14, "Porque certamente morreremos, e seremos como águas derramadas na terra, que não se podem ajuntar mais” 

- I Crônicas 29:15, "Porque somos estrangeiros diante de ti e peregrinos, como o foram todos os nossos pais; como a sombra são os nossos dias sobre a terra, e não há permanência"

- Jó 7:6-7, "Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão, e chegam ao fim sem esperança. Lembra-te de que a minha vida é um sopro".

- Jó 8:9: "Porque nós somos de ontem, e nada sabemos, porquanto nossos dias sobre a terra, são uma sombra”.

- Jó 14:1-2: "O homem, nascido da mulher, é de poucos dias e cheio de inquietação. Nasce como a flor, e murcha; foge também como a sombra, e não permanece".

- Jó 17:1, "O meu espírito está quebrantado, os meus dias se extinguem, a sepultura me está preparada”.

- Salmo 22:29, "Todos os grandes da terra comerão e adorarão, e todos os que descem ao pó se prostrarão perante ele, os que não podem reter a sua vida"

- Salmo 103:14-16 "Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó. Quanto ao homem, os seus dias são como a erva; como a flor do campo, assim ele floresce. Pois, passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não a conhece mais". 

- Salmo 144:4, "O homem é semelhante a um sopro; os seus dias são como a sombra que passa”. 
- Provérbios 27:1, "Não te glories do dia de amanhã; porque não sabes o que produzirá o dia”.

- Tiago 4:14-15: "No entanto, não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece. Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”

 A vida é muito curta...  

 

domingo, 17 de junho de 2012

ISSO NÃO AGRADA A DEUS

Sabe aqueles momentos em que alguém machuca você por meio das palavras e você pensa em dar o troco? Pois é, tome cuidado! Coloque em mente que ao pagar com a mesma moeda, se envolvendo também na questão, você sofrerá um efeito aditivo sobre os sentimentos no coração. Um pensamento que pode servir como freio é "Isso não agrada a Deus."; afinal, o mais importante de tudo é agradar a Ele, negando o próprio desejo de vingança que se instalar no interior.

Três principios básicos:

01. Não pagar com a mesma moeda:

"Não digas: Como ele me fez a mim, assim o farei eu a ele; pagarei a cada um segundo a sua obra." (Provérbios 24:29)

02. Ter cuidado com a língua:

"A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno." (Tiago 3:6)

03. Ser compreensivo e manso:

"Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão (...)"
(Gálatas 6:1)

Concluindo: 01+02+03 = Não revidar.

Então, não esqueça do FREIO para a mente: "Isso não agrada a Deus."

Ah, e vale ressaltar que revidar é diferente de conversar. O primeiro é motivado pela emoção e o outro pela sabedoria e esperança de resolução.

Cedido gentilmente por Thiago Medeiros

terça-feira, 12 de junho de 2012

Eu Creio - DT 15 Manaus

Ah, o que falar?

De Belém para Manaus, por 5 dias para entrar para a história.
Todas as expectativas foram superadas, o melhor de Deus veio mesmo.
A principio era apenas um momento familiar de reencontro e 'matança' de saudades, e foi muito além.

Passagens compradas e olha a supresa: Gravação do 15º CD/DVD do Ministério de Louvor e Adoração Diante do Trono, em Manaus - AM, no dia 09 de Junho de 2012, justamente na véspera de eu vir embora.
Não poderia ficar de fora e não fiquei mesmo...
Tudo começa em Belém ainda quando tive acesso ao pedido de credenciamento de imprensa... estudante de jornalismo abocanhando participar de uma coletiva de imprensa com Ana Paula Valadão, deu certo! Só não tivemos acesso a fazer perguntas devido ao tempo corrido fora atendido principalmente a imprensa televisiva, mas a oportunidade e primeira de muitas foi indiscutível... ali é meu mundo... é meu mundo, serei feliz!

Uma manhã intensa de coletiva e algumas entrevistas paralelas, destaque para a simpatia de Ana Nóbrega, cantora e integrante do Diante do Trono, fotos e mais fotos... tietagem aos montes.

Uma pusseira VIP de imprensa que daria acesso a um dos melhores locais do evento, na hora de chegar ao local da gravação do evento o empurra-empurra... foi inevitável e conseguimos chegar ao espaço... pertinho do palco... benção!

Gravação do 15º CD/DVD de nome CREIO... excepcionalmente boa, praticamente perfeita, superando as melhores expectativas dentre o melhor que estava previsto para esse culto ao Senhor, o Sambódromo até então, deu lugar ao Santódromo e o povo ali reunido, que segundo a PM-AM, em torno de 400 mil pessoas declararam a Crença na Unidade da Igreja de Cristo.

As canções foram ministradas e a cada solo, ministração, espontâneo, sentiamos mais de Deus e iamos nos preenchendo do incondicional amor de Deus e o fruto abençoador que sairia do meio da Floresta Amazônica.

Um Diante do Trono mais enxuto e mais completo. Destaco as alternâncias de vozes dos até então backing vocals, que ganham destaques nas ministrações, defendendo canções e alcançando um publico cada vez maior e sedento do Deus vivo.

Tive a oportunidade em participar da 9ª gravação do Ministério Diante do Trono, que aconteceu em Belém do Pará e mesmo com uma mega estrutura e produção, com certeza não passará nem perto do que será o 15º trabalho, mais maduro, na unção e se permitindo mais como canal de benção do Senhor para essa nação.

Agradeço ao Senhor por mais essa oportunidade, além desse momento, fui abençoado em outros momentos pessoais que ficam registrados em minhas memórias, mas compartilho desse principalmente para mostrar o quanto Deus é Fiel, apesar de nossa infidelidade, eu CREIO.

Em Cristo, 
William Costa
@WCosta2

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Coletiva de Imprensa - Diante do Trono 15 ( CREIO ) - Manaus/AM


Realizado hoje, 08 de Junho de 2012, a coletiva de imprensa do Ministério de Louvor Diante do Trono e equipe de Organizadores da Marcha Para Jesus.

Durante alguns minutos o Pr. Valdiberto Rocha, presidente da Ordem dos Ministros Evangélicos do Amazonas, relatou a importância de um evento como a Marcha Para Jesus, dando um histórico de que começou  19 anos atrás com 400 pessoas e ano passado chegando a marca de 600 mil pessoas reunidas marchando em favor do Rei Jesus. Destacou ainda a sua alegria e satisfação em ter também a gravação do 15º CD/DVD do Diante do Trono.


Ana Paula Valadão referenciou a importância da unidade entre os cristãos, “Somos um em Cristo, juntando forças, por um só Deus!” comentou, e a necessidade de termos mais Marchas para Jesus pelo mundo a fora. Lembrou também do desejo que deveria ter se concretizado a três anos, quando o ministério pretendia ter gravado o 12º CD/DVD na capital do Amazonas, da expectativa de cerca de 1 milhão de pessoas e sua alegria em mais essa gravação.

Ana Lucia Câmara, pastora e líder do Ministério Boas Novas, ficou responsável em dirigir o coral que irá ter na gravação do DT 15, e o quanto tem sido abençoada nos ensaios do coral, um verdadeiro sentimento de Reino, destacou a pastora.

O pastor e cantor Gilmar Brito, será um dos convidados que farão participações com Ana Paula Valadão em uma canção intitulada ‘Casa de Oração’, também destacou o quanto lisonjeado ficou com o convite e o quanto impactado com a canção que irá ministrar, “tenho sentido que é hora da Igreja de Cristo voltar à Palavra de Deus, a igreja não pode ser confundida com negócios, deve ser resgatada a essência de Deus, a busca por Deus em primeiro lugar”, destacou o cantor.

Pr. Gilmar, à esquerda, Pr. Ana Lucia, Pr. Valdiberto e Ana.
Apóstolo Márcio Valadão, se congratula com a igreja em Manaus, em poder ter feito parte de um dos encontros com os pastores e em saber que os membros da OMEAM se  encontram toda semana com cafés da manhã, ficou refletindo nessa unidade da igreja.

A pastora e líder Intercessora do Ministério, Ezenete, destacou a importância da oração e o mover de Deus quanto aos ensaios do coral, da qual participou de alguns e afirmou que essa noite, as 22h estarão na Câmara Municipal de Manaus, intercedendo em favor da cidade, das lideranças, do Estado e da Nação.

A gravação do 15º Cd e DVD Ao Vivo do Ministério de Louvor e Adoração Diante do Trono será realizada em 09 de Junho, as 19h, logo após a Marcha Para Jesus, que sairá do Centro de Manaus, passando pelas principais ruas da cidade e terminando no Sambódromo, que no dia será chamado de Santódromo, será gratuita e tem a expectativa de público em torno de 1 milhão de pessoas, ainda contam com a arrecadação de alimentos, para as vitimas de enchente,  em postos que estarão disponíveis no decorrer do trajeto da marcha e no santódromo. 

Por,
William Costa, exclusivo de Manaus - AM.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Vamos Jogar um Jogo?

Eu na minha insignificância

Quando ando pela rua, geralmente algumas coisas que se passam ao redor me causam dor, arrependimento, culpa e mesmo sem demonstrar meu coração chora copiosamente. 

Foto da Internet
Um exemplo disso são os cadeirantes, pessoas que dependem 24h das outras para lhe auxiliarem em tudo e ainda assim vivem uma vida de alegria em busca sempre do melhor fôlego de vida. E eu na minha perfeição, tenho abidicado da promessa de Deus e de viver em santidade na busca de um caráter cada vez melhor e me dispor ainda mais para ser instrumento nas mãos de Deus Pai. 

Parar para pensar em o quanto somos perfeitos, temos todas as possibilidades e todas as partes de nosso corpo interligadas e funcionando perfeitamente, e não nos dispomos em servir ao Senhor com integridade de coração. Inventamos milhões de motivos e desculpas para não estarmos na presença do Senhor Deus a todo instante. Colocamos limitações onde não temos e acabamos por nos privar em devolver ao Senhor o que é dEle por direito, a adoração. 

Fico a pensar em o quanto sou insignificante e inprestável diante de uma pessoa com limitações físicas e diante do Senhor. 

Muitos exaltam ao Senhor mesmo com suas limitações e eu com minha perfeição não tenho feito. É um momento que paro para refletir o que sou, o que tenho, o que significo e para onde vou, acabo por concluir que não sou nada, absolutamente nada, e que não vale-a-pena eu querer ser alguma coisa, pois para Deus nada sou. 

Entro em uma zona de desconforto e acabo por perceber que a minha dependência em Deus se torna ainda maior, que mesmo eu sendo nada, quero render ao Senhor o restante das minhas forças e do meu fôlego de vida para que o nome de Deus seja glorificado e anunciado a todas as nações. 

Em Cristo renovaremos nossa fé. 

att, 
William Costa. 
@WCosta2

sábado, 26 de maio de 2012

Líder Exemplo na Igreja

É isso, quando convém é uma 'santidade' e quando está por trás é uma 'perversidade'. Muitos Jovens líderes (*líderes ( deveria servir de exemplo ) ) em suas igrejas tem praticado isso. Na faculdade, no grupo de amigos, nas família, em outro lugar qualquer que não seja a igreja ou na frente de alguma pessoa da igreja.
Conduz um ministério, sobe no altar, chora, se coloca como o referencial de jovem, na frente sim, ali sim, mas por trás, só Deus.
O testemunho conta lembra disso?
Não adianta fazer escondido que no mínimo Deus está vendo, pela Sua Onipresença. 
Se precisas se 'consertar' com Deus, reavalie seus conceitos, valores e mude já.
Não seja impedimento para que as coisas aconteçam da melhor maneira possível (leia-se: Salvação de Almas).
Finalizando: "Vai Te Converter!"
#indignado


Por, 
William Costa.
@WCosta2

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Nosso Blog em O LIBERAL

Fomos Link de Referência do Louvor Norte no Jornal Paraense O LIBERAL.


Clique na imagem para ampliar.

Considerações Louvor Norte 2012

Queridos, quero aqui agradecer imensamente aos acessos que tivemos ao nosso blog, em função do evento Louvor Norte 2012.

Infelizmente não puder ir ao evento esse ano, por motivos de saúde, mas acompanhei pelas redes sociais, portanto, não poderei fazer nenhuma análise como já era esperada, mas abro a você esse espaço, para que você possa fazer sua análise dos 3 dias de evento e mande pra gente. Seu acervo de fotos do evento também será bem vindo. 


Mande que daremos todos os créditos para você.

vocalw@hotmail.com
(com nome, telefone, link de perfil nas redes sociais, igreja e data de nascimento.)



Ficaremos inteiramente lisonjeados em poder receber de você esse material e divulgá-lo em nosso blog.

Venha fazer conosco o VOCALW.




att,
William Costa
@WCosta2

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Louvor Norte 2012 - Programação

Segue a ordem de apresentação dos cantores no Louvor Norte 2012. Só lembrando que essa ordem foi disponibilizada pela equipe de organizadores e pode sofrer mudanças.

Sexta-feira - 20h


1- Pregador Luo
2- Megafone
3- Mariana Valadão
4- André Valadão


Sábado - 19h


1- Oficina G3
2- Palavrantiga
3- Banda Som e Louvor
4- Fernandinho


Domingo - 18h


1- Anderson Freire
2- Mattos Nascimento
3- Novo Som
4- Davi Sacer
5- Thalles Roberto com participação de Gabriela Rocha

Morro de vergonha de mim

Olá, meu nome é Mauricio Zágari e eu morro de vergonha de mim. Tenho vergonha demais de mim, pra dizer a verdade. Eu acreditava que era um bom cristão, que fazia as coisas direitinho, que cumpria a cartilha de Deus. Até que descobri que estou a anos-luz de distância de ser um cristão como Cristo quer que eu seja. E por causa disso me envergonho tanto que mal tenho coragem de sair de baixo dos cobertores pela manhã.


 Se você pudesse acompanhar minha vida cristã ao longo de uma semana por meio de uma câmera escondida até que ficaria bem satisfeito. Eu oro e leio a Biblia com regularidade. Aliás, já li a Biblia inteirinha, de Gênesis a Apocalipse. Leio bons livros cristãos. Cursei dois seminários teológicos. Todo domingo ponho meu uniforme de crente e vou ao culto. Com gravata e tudo. Chego à igreja, sorrio para as pessoas, falo jargões evangélicos, beijo as velhinhas. Quando alguém me elogia por alguma razão mostro toda a minha humildade e digo “Soli Deo Gloria”. Sim, sou o supra sumo da humildade cristã, sempre dando glória a Deus quando me destacam alguma qualidade.
Começa o culto, eu canto louvores, levanto as mãos, aperto meus olhos como forma de mostrar como a música está me tocando e como estou adentrando no Santo dos Santos graças à imensa espiritualidade que transpiro por todos meus poros. Na hora de cumprimentar os irmãos faço minha melhor cara de piedade. Entrego o dízimo ao pastor e presto muita atenção ao que ele está pregando. Ao final canto mais um pouco e termino o culto desejando uma semana abençoada aos irmãos. Volto para casa, oro antes de cada refeição, cumpro tudo o que manda o figurino. Sou um crente legal à beça. Faço minhas caridades – e não espere que vá contar aqui, afinal o que a mão direita faz a esquerda não seve saber e sou tão certinho que jamais te contaria de que modo dou dinheiro aos pobres. Aí ponho minha cabeça no travesseiro à noite, após orar impondo as mãos sobre minha filha no berço, e me deito para sonhar com os anjinhos, satisfeitíssimo com minha perfeita vida cristã.
Só que, pela manhã, desperto com alguém me cutucando. Alguém que faz questão de me acordar me convencendo do pecado, da justiça e do juízo. Viro pro outro lado. “Me deixa quieto”, resmungo, “tou fazendo tudo direitinho”. Cubro a cabeça com o travesseiro… mas não adianta. Acordo morrendo de vergonha de mim. Pois esse alguém começa a lembrar-me de coisas que eu preferiria não lembrar. A primeira coisa que Ele me diz é: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.” (Lc 10.27). Por mais sonado que eu esteja nessa hora percebo que nunca na minha vida amei Deus acima de todas as coisas, com 100% do meu coração e alma e forças. Sempre tive forças que poderia ter canalizado para minha relação com Deus… e não o fiz. Gosto muito dele, é verdade. Mas se eu o amasse tanto assim meu tempo seria menos dedicado a mim mesmo.
Falo de tempo pois ele é um bom termômetro das nossas prioridades: É naquilo que te é mais importante que você investe mais do seu tempo. E então comparo a quantidade de tempo que passo me relacionando intimamente com Deus e vejo quão pouco tempo de qualidade Ele tem recebido de mim. E ressalto “intimamente” pois não estou me referindo a aquelas orações clichês que todos fazemos, do tipo “Ó, Senhor meu Deus e meu Pai, Rei das galáxias, Senhor Deus eterno e inefável…”, mas sim a do tipo “Abba, Pai…”. Gasto tempo em comer; dormir; beber; jogar videogame; ver televisão; sair com amigos; namorar; escrever textos, livros e reportagens; trabalhar; fazer compras… E, por mais que eu ore diariamente, meu tempo de comunhão com o autor da minha vida é ridículo para quem eu deveria amar “de todo o meu coração, e de toda a minha alma, e de todas as minhas forças, e de todo o meu entendimento”. Tenho vergonha de mim por isso.
E quando eu achava que já tinha morrido suficientemente de vergonha vem aquele Alguém e sopra em meu ouvido: “E ao teu próximo como a ti mesmo”. Que piada. Chego a rir, com uma careta. Não, eu não amo meu próximo nem um centésimo do que amo a mim mesmo. Invisto em mim, busco o meu prazer, crio alternativas para meentreter, pago minha previdência, vou ao médico cuidar da minha saúde… cara, como eu me amo! Como eu cuido de mim! Não me desamparo, não me deixo ficar com fome, vou ao trabalho no ônibus mais caro porque, afinal, gosto tanto de mim que não me permitiria passar duas horas por dia num transporte que deixasse minhas costas doloridas. E então vejo as ações que faço pelo meu próximo que demonstram meu amor por ele e… morro de vergonha de mim. A verdade? Praticamente não faço nada pelo próximo. Aliás, pra não dizer que não faço, digo sempre um “tudo bem?” formal. E torço para que ele esteja bem mesmo, para que eu não tenha que ouvir suas lamúrias (afinal, ouvi-lo tomaria o tempo que EU poderia estar me lamuriando a ele).
Pensar nisso me faz morrer de vergonha. Então faço de tudo para não pensar. Pensar incomoda, afinal. Nos tira da zona de conforto. E, às vezes, até dói. E dói muito. Resolvo, então, como bom cristão, fazer meu devocional diário. Mas, miseravelmente, o trecho que leio da Palavra de Deus é “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas” (Mt 6.33). Aí eu penso o quanto me preocupo mais com a promoção no trabalho, com o dissídio, com o imposto de renda, com a troca do meu carro por um que chame mais a atenção das pessoas e outras praticidades da vida que percebo que “Reino de Deus” parece um troço tão distante e efêmero, algo como pessoas vestidas de branco andando numa nuvem ou gente desocupada caminhando por uma bela estrada de tijolos dourados, como no filme “O Mágico de Oz”.
Cometo o pecado maior para quem não quer sentir vergonha de si: leio a Bíblia. E morro de vergonha de mim. Vejo o que Deus disse ao jovem rico e percebo que eu tomaria a mesma atitude que aquele rapaz se estivesse no lugar dele. Vejo a passagem da mulher adúltera e sinto ódio daqueles judeus legalistas que queriam apedreja-lá, mas… me dou conta de que se estivesse ali eu teria uma pedra em cada mão. Medito na passagem do rico e Lázaro e percebo com um tremor no corpo que o nome daquele rico bem poderia ser o meu. Me vejo sem nenhuma fé quando a tempestade sacode o barco em que Jesus dorme e sou o primeiro a correr a Ele para acordá-lo. Critico os apóstolos que discutem para saber quem se sentará à direita de Cristo no Reino dele e percebo envergonhado que estou entre eles, querendo o tal lugar de destaque. Caio ferrado no sono no Monte das Oliveiras, sem atentar ao sofrimento do Messias, e quando o galo canta três vezes é para mim que o Mestre dirige seu olhar – mesmo sabendo que chego no culto, todo domingo, e digo do começo ao fim: “Senhor, tu sabes que te amo”.
Aflito de vergonha, corro para o Sermão do Monte que, afinal de contas, é tão bonitinho, tão poético, me faz sentir tão bem. Parece poesia de Vinícius de Morais, Fernando Pessoa ou Clarice Lispector. Frasezinhas tão gostosinhas de ouvir! Quem sabe até acho algumas para tuitar. Mas, meu Deus, começo a ler e aí então é que a vergonha come minhas entranhas. Me procuro nas bem-aventuranças e não me encontro. Ouço o Mestre falar sobre ser sal da terra e luz do mundo e diagnostico o quão insípido e escuro tenho sido. Percebo que a minha justiça é igualzinha à dos escribas e fariaeus, que nutro rancor por muitas pessoas, que meu sim muitas vezes é não e meu não muitas vezes é talvez. Amo meus amigos e odeio meus inimigos. Vergonha, vergonha, vergonha…
Chego a Mateus 6 e diagnostico o quanto ando preocupado com o que haverei de comer e beber. Os lírios do campo? Ah, fala sério! Os pássaros que Deus alimenta? Eu não tenho penas, camarada. Por isso atravesso meus dias vivendo cada dia meu mal e mais o mal do mês que vem, do ano que vem, da minha velhice. E morro de vergonha de mim.  E tem mais: eu julgo o meu próximo sim. Todos os dias.
Leio então sobre dar a outra face, andar a segunda milha e deixar a capa e tento lembrar da última vez que fiz essas coisas. Não consigo. Não me lembro. Será que é porque praticamente nunca fiz isso? Mas se for para lembrar da última vez que dei o troco a quem me ofendeu, ah, isso é fácil! Lembro mole mole da última, da penúltima, da antepenúltima e das últimas centenas de vezes que paguei olho por olho e dente por dente.
Chega a um ponto em que a vergonha que sinto de mim é tão grande que não suporto mais e ponho a Bíblia na mesinha de cabeceira. Chega de Bíblia! Chega de olhar nesse espelho tão vergonhoso! Chega de olhar para dentro de mim. Chega de perceber como sou um cristão tão distante do que Jesus quer que eu seja! Pego então um livro de História da Igreja para, sei lá, dar uma espairecida. Gosto de História. Mas o que leio ali não ajuda muito.
Leio sobre os primeiros cristãos. Leio sobre Policarpo, que ao ser ameaçado com a fogueira caso não negasse Cristo responde ao seu acusador “O senhor me ameaça com um fogo que queima durante uma hora e logo se apaga. Mas o fogo do julgamento futuro e do castigo eterno reservado para os ímpios, esse o senhor ignora. Mas por que está se delongando? Faça tudo o que lhe agradar”. E, em seguida, ergue os olhos ao Céu e ora ao Senhor: “Ó Pai, eu te bendigo por me teres considerado digno de receber o meu prêmio entre os mártires”. Comparo sua atitude com a vergonha que sinto de entregar um folheto evangelistico a alguém na rua. Minha vontade é me esconder na primeira fresta do piso que encontrar. Ou num buraco de rato – o que seria bem mais adequado.
Leio sobre as histórias de vida e morte de mártires como Maturo, Santo, Blandina, Lourenço, Albano, Átalo, Romano e outros que foram destroçados por confessar sua fé em Cristo e minhas lágrimas denunciam minha vergonha. Não suportando mais minha fé tosca e interesseira, troco o livro de História por “O Livro dos Mártires”, de John Foxxe, e abro em qualquer página, aleatoriamente, que me faça esquecer meu cristianismo raso e ridículo. E ali encontro o relato do menininho que confessa Cristo ante as autoridades pagãs e por isso tem o couro do alto da sua cabeça arrancado,
“Aguenta, filhinho! Logo tu verás Aquele que te enfeitará a cabeça nua com uma coroa de glória eterna”, diante do que o menininho sente-se animado e recebe os açoites com um sorriso no rosto. As lágrimas descem de vergonha pela minha face e mal consigo chegar ao final do relato, que chega junto com o final da vida daquela criança admirável: “Ao chegarem ao local escolhido, os carrascos arrancaram o filho da sua mãe, que o tomara nos braços. A mãe, limitando-se a beijá-lo, entregou a criancinha. ‘Adeus’, disse ela. ‘Adeus, meu doce filhinho. Quando tiveres entrado no reino de Cristo, lá no teu abençoado estado lembra-te da tua mãe’. E enquanto o carrasco aplicava a espada ao pescoço da criancinha, ela cantou assim: Todo louvor do coração e da voz nós te rendemos, Senhor. Neste dia em que a morte deste santo recebes com muito amor.“
Meu Deus…. meu Deus… meu Deus….
E morro, mas morro de vergonha ao perceber que estou lendo o livro deitado numa cama confortável, com música ambiente, edredom, refirgerante, um bom sanduíche e ar condicionado.
Leio sobre os cristãos que se venderam como escravos para poder pregar o Evangelho na Indonésia, onde, de outra forma, não conseguiriam entrar para levar a mensagem da Cruz. Entro no website do Ministério Missão Portas Abertas e descubro que milhares morrem todos os anos, nos nossos dias, em países onde há perseguição religiosa, como China, Coreia do Norte, países árabes… e não quero pensar nisso, pois me envergonha demais lembrar da minha preguiça de dirigir uma hora num carro com direção hidráulica para pregar o Evangelho em uma igreja num bairro um pouco mais afastado (e olha que provavelmente vão me dar uma gorda oferta para “me abençoar”). Que vergonha…
Então, como toda boa pessoa que quer esquecer das realidades da vida, me entrego às drogas. Nãos aquelas drogas proibidas e químicas, mas aquela droga viciante, burrificante e escapista chamada televisão. Quero ver qualquer besteira que me faça esquecer do meu cristianismo patético. Ligo a TV e está passando o programa de um pastor que grita, ofende e em vez de pregar o Evangelho dos mártires fala de prosperidade, dinheiro e produtos que você pode comprar no cartão ou no cheque pré. Mudo de canal e vejo um outro pastor batendo altos papos com um demônio em rede nacional. Com as mãos trêmulas, mudo novamente de canal, apressado, e assisto a uma sacerdotisa vestida como uma perua de Beverly Hills falando sobre como colher vitórias pra sua vida. Já com falta de ar, faço minha última tentativa e mudo, suando, para outro canal. O que vejo ali é o pior de todos os programas: é que, sem querer, em vez de mudar de canal apertei o botão “off” da TV, que desligou. É então que, diante da tela preta, o que vejo é minha própria imagem refletida nela. E morro de vergonha daquele que é o mais vergonhoso de tudo o que vira naquela televisão até então.
Então paro. Silencio. Fecho a porta do quarto. Me ponho de joelhos. A vergonha é tanta que minha oração não tem palavras, apenas choro. Sem coragem de abrir a boca, me contento em roubar palavras de um homem que três mil anos atrás morreu de vergonha de si mesmo ante Deus. E faço minhas as palavras dele, registradas no Salmo 51: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, por teu amor; por tua grande compaixão apaga as minhas transgressões. Lava-me de toda a minha culpa e purifica-me do meu pecado. Pois eu mesmo reconheço as minhas transgressões, e o meu pecado sempre me persegue. Contra ti, só contra ti, pequei e fiz o que tu reprovas, de modo que justa é a tua sentença e tens razão em condenar-me. Sei que sou pecador desde que nasci, sim, desde que me concebeu minha mãe. Sei que desejas a verdade no íntimo; e no coração me ensinas a sabedoria. Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e mais branco do que a neve serei. Faze-me ouvir de novo júbilo e alegria, e os ossos que esmagaste exultarão. Esconde o rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas iniquidades. Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável. Não me expulses da tua presença, nem tires de mim o teu Santo Espírito. Devolve-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto a obedecer”.
Olá, meu nome é Mauricio Zágari e eu morro de vergonha de mim. Tenho vergonha demais de mim, pra dizer a verdade. Eu acreditava que era um bom cristão, que fazia as coisas direitinho, que cumpria a cartilha de Deus. Até que descobri que estou a anos-luz de distância de ser um cristão como Cristo quer que eu seja. E por causa disso me envergonho tanto que mal tenho coragem de sair de baixo dos cobertores pela manhã.
Mas tenho esperança de que consiga me converter sempre, dia após dia.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Mauricio Zágari

Fonte: APENAS